O impacto do 11 de setembro nas finanças globais
O ataque ao World Trade Center, em Nova York, no dia 11 de setembro de 2001, transcendeu a questão da segurança nacional dos Estados Unidos, desencadeando uma onda global de aversão ao risco. Com o pânico, investidores migraram para ativos considerados mais seguros, provocando quedas expressivas nas bolsas de valores internacionais.
Wall Street e as medidas do Federal Reserve
Em Wall Street, o mercado acionário não operou no dia dos atentados, pois o primeiro avião atingiu a Torre Norte às 8h46 (horário de NY), antes da abertura oficial. As negociações permaneceram suspensas até 17 de setembro, um fato histórico que só havia ocorrido durante a Primeira Guerra Mundial e após o colapso de 1929. Durante esse intervalo, o Federal Reserve injetou cerca de 100 bilhões de dólares por dia para garantir a liquidez do sistema.
Quando as bolsas reabriram em 17 de setembro, a reação foi severa: o Dow Jones caiu mais de 7% e o S&P 500 recuou 11,6%, eliminando cerca de 1,4 trilhão de dólares em valor de mercado. Foram necessários quase dois meses para que os níveis anteriores aos ataques fossem recuperados, embora os EUA tenham evitado uma recessão econômica.
Impacto global e o efeito no Brasil
O choque reverberou pelo mundo. Em Tóquio, a Bolsa caiu 6% no dia 12 de setembro, atingindo o menor nível em 17 anos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng perdeu 7%. No Brasil, a Bovespa encerrou a sessão de 11 de setembro precocemente após apenas uma hora e 15 minutos de negociação, fechando em queda de 9,18%. No dia seguinte, a bolsa brasileira abriu com nova desvalorização de 10%.
Consequências setoriais e geopolíticas
O setor de aviação foi o mais afetado, com uma redução de 22% nas viagens domésticas americanas. Para mitigar o impacto, o governo dos EUA destinou um pacote de 15 bilhões de dólares às companhias aéreas. Vale lembrar que os atentados, executados por 19 terroristas da Al-Qaeda, resultaram na morte de quase 3 mil pessoas e deflagraram mudanças geopolíticas profundas, incluindo as guerras no Afeganistão e no Iraque.
Fonte: https://veja.abril.com.br/economia/11-de-setembro-o-choque-que-abalou-os-mercados-financeiros/
