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A atuação de ministros indicados por Lula no STF para blindar Alexandre de Moraes

Ministros indicados por Lula ao STF atuaram para blindar Alexandre de Moraes em sessão que paralisou investigações.

Redação•16 de set. de 2026, 10:33
A atuação de ministros indicados por Lula no STF para blindar Alexandre de Moraes
Imagem: site

A atuação de ministros indicados por Lula no STF para blindar Alexandre de Moraes

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No atual mandato, o presidente Lula indicou ao Supremo Tribunal Federal dois nomes do seu círculo mais próximo de relacionamento. Em junho de 2023, o petista escolheu Cristiano Zanin, seu advogado pessoal, para a vaga deixada por Ricardo Lewandowski. Meses depois, indicou Flávio Dino, então ministro do seu governo, para a cadeira aberta com a aposentadoria de Rosa Weber. Ambos tiveram papéis centrais na estratégia que impediu que o ministro Alexandre de Moraes se tornasse investigado por supostos crimes relacionados a negócios milionários com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Antes do julgamento, Cristiano Zanin determinou que a Polícia Federal enviasse ao seu gabinete os arquivos do celular de Daniel Vorcaro, ato que atropelou o presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Os dados entregues a Zanin também foram levados a Gilmar Mendes e a Alexandre de Moraes, e acabaram vazados para constranger outros ministros citados em potenciais relações com Vorcaro. Embora não seja possível afirmar que os magistrados tenham participado dos vazamentos, o material sigiloso direcionado aos ministros que defenderiam investigar Moraes circulou na internet após o pedido de Zanin.

O tumulto gerado pelos vazamentos abriu espaço para que Flávio Dino adotasse uma estratégia de intimidação e obstrução da sessão. Dino insultou o presidente da Corte, impediu que Fachin comandasse os trabalhos de forma tranquila e apresentou diversas preliminares, algumas sem fundamento, para atrasar a deliberação do tribunal. Ao final do dia, o ministro indicado por Lula pediu vista, mesmo após ter votado, paralisando a sessão e consolidando a inércia do STF diante das provas colhidas pela Polícia Federal contra Alexandre de Moraes.

Em meio à repercussão, o presidente Lula concedeu uma entrevista em rede nacional de TV na Record, tentando se afastar de Moraes — até então um de seus principais interlocutores no STF — e da crise de credibilidade provocada pela atuação de seus ministros. Na ocasião, o petista defendeu uma reforma profunda no Poder Judiciário, com discussões sobre tempo de mandato e critérios de escolha de magistrados, além de criticar a atuação de familiares de integrantes da Justiça na própria Suprema Corte e afirmar que quem estiver no Judiciário não pode querer ficar rico.

Contudo, as declarações contrastam com as próprias escolhas do presidente, que indicou seu advogado pessoal, de uma família de advogados, e pretendia indicar outro auxiliar de governo com familiares advogados. A reação pública de Lula ocorre diante da percepção de que o eleitor está atento aos movimentos que envolvem governo, Congresso e Judiciário contra investigações do caso Master, tornando a tarefa de conquistar o eleitorado mais difícil após as atuações de Dino e Zanin para blindar Moraes.

Fonte: https://veja.abril.com.br/brasil/a-responsabilidade-de-lula-sobre-a-sessao-que-blindou-alexandre-de-moraes-no-stf/

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