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A crise no Kennedy Center após a tomada de controle por Donald Trump

Disputas judiciais, demissões e queda na frequência de público marcam a gestão de Donald Trump à frente do Kennedy Center.

Redação•20 de set. de 2026, 07:21
A crise no Kennedy Center após a tomada de controle por Donald Trump
Imagem: site

A crise no Kennedy Center após a tomada de controle por Donald Trump

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A disputa em torno do Kennedy Center tem gerado impactos profundos na instituição de artes cênicas localizada na capital dos Estados Unidos. Desde que o presidente Donald Trump assumiu o controle do conselho, o local enfrenta uma crise financeira, infraestrutura em deterioração, protestos e batalhas judiciais que colocam em dúvida o futuro do espaço cultural.

Da mudança de nome à batalha judicial

No fim de 2025, o conselho oficializou a mudança do nome da instituição para "The Donald J. Trump and The John F. Kennedy Memorial Center for the Performing Arts", após uma votação realizada em 18 de dezembro de 2025. A decisão veio acompanhada da instalação de uma nova sinalização na fachada de mármore do prédio. A medida gerou reações adversas, incluindo uma ação judicial movida pela deputada democrata Joyce Beatty, de Ohio, que integra o conselho ex officio. Um juiz federal determinou posteriormente que o nome de Trump fosse retirado da fachada e proibiu o fechamento total da instituição pelo conselho.

Diante dos reveses jurídicos, as tensões aumentaram. O governo argumentou em um processo judicial que o centro precisa fechar as portas por dois anos para reformas em um edifício considerado perigosamente deteriorado. Paralelamente, mais de uma dúzia de funcionários, incluindo o principal porta-voz, foram demitidos, segundo fontes familiarizadas com o assunto. Enquanto Trump e aliados culpam a administração anterior e a ação judicial de Beatty pela situação financeira, críticos e artistas apontam o próprio envolvimento do presidente como o principal fator para a fuga de doadores e o cancelamento de espetáculos.

Impacto na programação e na cultura

A tomada de controle resultou em cancelamentos expressivos, como o do espetáculo da Broadway "Hamilton". A frequência de público caiu consideravelmente, levando a instituição a oferecer ingressos gratuitos ou com desconto para preencher os assentos durante meses. Profissionais da área artística e executivos de companhias culturais afirmam que o envolvimento de Trump deixou uma marca permanente na vitrine cultural nacional. Representantes do setor avaliam que a retomada de grandes produções e o retorno de doadores e turnês da Broadway podem levar anos, projetando uma possível normalização apenas entre 2027 e 2028.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/nunca-mais-sera-o-mesmo-como-trump-se-voltou-contra-o-kennedy-center/

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