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Economia

A descarbonização na siderurgia tem custo alto e o Brasil pode ajudar

Descarbonização da produção de aço apresenta desafios de custos e competitividade, abrindo espaço para a atuação estratégica do Brasil no fornecimento de ferro com menor pegada de carbono.

Redação•13 de out. de 2026, 18:30
A descarbonização na siderurgia tem custo alto e o Brasil pode ajudar
Imagem: site

A descarbonização na siderurgia tem custo alto e o Brasil pode ajudar

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Descarbonizar a produção de aço envolve custos significativos, conforme demonstram os planos da ArcelorMittal para instalar um forno de arco elétrico em Dunquerque, por meio de um investimento de 1,3 bilhão de euros. Embora o projeto reduza emissões em comparação a um alto-forno convencional, ele também encarece a produção, evidenciando o desafio de equilibrar a sustentabilidade ambiental com a viabilidade comercial e a competitividade industrial.

Atualmente, a fabricação de aço responde por cerca de 8% das emissões globais de gases de efeito estufa, mantendo-se fortemente dependente do carvão. Com o endurecimento das normas ambientais, o peso econômico das emissões cresce e afeta diretamente o acesso aos mercados. O aço com menor pegada de carbono tende a enfrentar custos menores com emissões, enquanto o material mais poluente fica exposto a tarifas, cotas e barreiras comerciais, a exemplo da taxa de carbono sobre importações da União Europeia (CBAM) e de políticas adotadas por Estados Unidos e Japão — este último com aporte de US$ 1,1 bilhão para apoiar a descarbonização da JFE Steel por meio da política de Transformação Verde (GX).

Para alimentar os fornos elétricos a arco, a sucata terá papel relevante, mas insuficiente para suprir a demanda global por ferro primário, elevando a importância do ferro de redução direta (DRI) e do ferro briquetado a quente (HBI). Nesse cenário, o Brasil surge com potencial estratégico devido à combinação de minério de ferro de alta qualidade, energia renovável e tecnologia de processamento moderna, podendo fornecer ferro com menor pegada de carbono para mercados como o europeu.

Projetos em andamento no país já demonstram essa capacidade. Uma avaliação da Bureau Veritas aponta que um dos empreendimentos brasileiros tem previsão de atingir, em 2034, um fator de carbono de cerca de 0,14 tonelada de CO₂e por tonelada de HBI. Dados avaliados de forma independente ganham relevância para siderúrgicas, investidores e reguladores com a valorização econômica do carbono.

A avaliação foi abordada em artigo por Guy Saxton, presidente da Brazil Iron, publicado pelo espaço CNN Infra.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/infra/a-descarbonizacao-tem-um-preco-e-o-brasil-pode-ajudar-a-reduzi-lo/

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