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A desconfiança que persiste na vacinação contra Covid entre gestantes

A vacinação contra Covid-19 em gestantes segue abaixo de outras recomendações, como dTpa e VSR, devido à desinformação e resistência herdada da pandemia.

Redação•15 de set. de 2026, 14:03
A desconfiança que persiste na vacinação contra Covid entre gestantes
Imagem: site

A desconfiança que persiste na vacinação contra Covid entre gestantes

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Cobertura vacinal entre gestantes

Embora a vacinação de gestantes no Brasil tenha avançado, a imunização contra a Covid-19 ainda apresenta números inferiores às demais vacinas recomendadas durante a gravidez. Dados de 2026, obtidos pela CNN Brasil, indicam que 55,42% das gestantes estão imunizadas contra o coronavírus. Em contrapartida, a cobertura da vacina dTpa (difteria, tétano e coqueluche) atinge 82,72%, enquanto a proteção contra o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por casos graves de bronquiolite, alcança 85,14%.

Impacto da desinformação

Especialistas associam essa discrepância à persistência da desconfiança em torno da vacina contra a Covid-19, um cenário moldado pela disseminação de notícias falsas desde a pandemia. Segundo Mônica Levi, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), fatores como o medo de eventos adversos, a subestimação dos riscos da doença e a falta de orientação médica adequada dificultam a adesão.

A vacinação durante a gestação é fundamental, pois garante a transferência de anticorpos via placenta, protegendo o feto nos primeiros meses de vida. Diferente da dTpa e da VSR, que visam principalmente a segurança do bebê, a vacina contra a Covid-19 também busca reduzir riscos diretos para a saúde da gestante.

Orientação e contexto

O relato da gestante Gabrielle Vieira, de 26 anos, ilustra a importância da comunicação médica clara. Para ela, entender os riscos e os benefícios de cada imunizante foi essencial para eliminar receios. Em contrapartida, especialistas reforçam que vacinas com vírus vivos atenuados — como as de sarampo, caxumba, rubéola, varicela e dengue — são contraindicadas para gestantes, sendo a vacina contra febre amarela uma exceção feita apenas em situações de risco extremo após análise criteriosa.

Dados do Ministério da Saúde apontam disparidades regionais significativas: a cobertura da vacina contra Covid-19 varia de 33,75% no Nordeste a 72% no Sudeste. Enquanto o governo reforça a oferta de imunizantes e anticorpos monoclonais pelo SUS, o desafio de alcançar a meta ideal de 90% de cobertura segue pendente de maior conscientização e acompanhamento pré-natal.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/a-desconfianca-que-persiste-na-vacinacao-contra-covid-entre-gestantes/

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