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A relação entre Lula e Alexandre de Moraes e o impacto eleitoral

Relatório da PF sobre Alexandre de Moraes movimenta a corrida presidencial e coloca a lealdade política de Lula à prova no cenário eleitoral.

Redação•19 de set. de 2026, 14:24
A relação entre Lula e Alexandre de Moraes e o impacto eleitoral
Imagem: site

A relação entre Lula e Alexandre de Moraes e o impacto eleitoral

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Um relatório da Polícia Federal detalhando a relação entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes intensificou a crise de reputação enfrentada pela Corte, tornando-se central na campanha presidencial. O senador Flávio Bolsonaro (PL), empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em simulações de segundo turno, utilizou o documento da corporação para tentar desviar atenções de seu pedido de 134 milhões de reais ao ex-dono do Banco Master, valor supostamente destinado ao financiamento de uma cinebiografia de Jair Bolsonaro.

A oposição tem intensificado a associação entre Alexandre de Moraes e o presidente Lula, buscando transferir a rejeição ao magistrado para o petista. Durante um ato de campanha no feriado da Independência, na Avenida Paulista, em São Paulo, Flávio Bolsonaro declarou: “Quem vota em Lula está votando em Moraes”. Recentemente, o ministro do STF intermediou um encontro que resultou na reaproximação de Lula com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Cálculo eleitoral e postura de Lula

Enquanto Flávio Bolsonaro adota uma postura ofensiva, Lula mantém uma conduta defensiva. O presidente precisa lidar com a indignação popular sobre suspeitas envolvendo magistrados, tendo declarado publicamente que ninguém está acima da lei, que juízes não devem usar cargos para enriquecer e defendendo uma reforma no Judiciário. Ao mesmo tempo, o chefe do Executivo evita críticas diretas a Moraes e ao STF, tribunais com os quais mantém parceria estratégica para superar dificuldades legislativas no Congresso.

Como Moraes virou símbolo da crise e ferramenta na propaganda do senador do PL, o petista passou a ressaltar que a indicação do magistrado não partiu de sua gestão, mas de Michel Temer.

Histórico político e limites de lealdade

O histórico de Lula demonstra precedentes de rompimento com aliados em momentos de crise. Durante o escândalo do mensalão, o presidente afirmou ter sido traído e demitiu José Dirceu da Casa Civil. Anos mais tarde, no contexto da Operação Lava Jato, o então líder do governo no Senado, Delcídio Amaral, que criticava a falta de amparo do partido aos aliados investigados — chegando a declarar que “o PT enterra os seus em cova rasa” —, acabou preso e firmou acordo de delação premiada envolvendo o petista. As informações de Delcídio foram consideradas inconsistentes pela Justiça, embora Lula tenha sido condenado posteriormente no âmbito de investigações sobre favores de empreiteiras.

Entre correligionários, avalia-se que a lealdade de Lula possui limites estritos, condicionados à preservação de seu projeto político. Avalia-se que, caso Moraes represente um risco ainda maior à sua reeleição, o ministro poderá ser abandonado.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/ate-onde-vai-a-lealdade-de-lula-a-alexandre-de-moraes/

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