NewsHub
Tecnologia

A trajetória de Glaucia Faria Young: de Pontalina à Microsoft

A goiana Glaucia Faria Young detalha sua trajetória da graduação em computação no Brasil até a vice-presidência de produto na Microsoft.

Redação•15 de set. de 2026, 22:03
A trajetória de Glaucia Faria Young: de Pontalina à Microsoft
Imagem: site

A trajetória de Glaucia Faria Young: de Pontalina à Microsoft

Ouça esta matéria em voz alta

Nascida em 1973 na pequena cidade de Pontalina, em Goiás, Glaucia Faria Young construiu uma carreira de destaque internacional na tecnologia, ocupando hoje o cargo de Vice President of Product Management em Microsoft 365 Copilot Extensibility. Sua formação acadêmica teve início na Universidade Federal de Goiás (UFG), onde cursou Ciência da Computação, seguida de um mestrado concluído em 1998 na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O ingresso de Glaucia na Microsoft, em abril de 1998, ocorreu após um processo seletivo iniciado no Rio de Janeiro e concluído em Seattle, nos Estados Unidos. Inicialmente contratada como engenheira de testes para a equipe do Exchange Server em Redmond, ela superou o desafio inicial de adaptação cultural e o domínio do idioma inglês com o auxílio de redes de apoio e de seu marido, Bryan A. Young.

Ao longo de sua trajetória na companhia, a executiva assumiu cargos de liderança crescente:

  • 2001: Primeira função de liderança como Test Lead no Mobile Information Server;
  • 2006: Primeira posição gerencial como Senior Test Manager do Windows Mobile;
  • Outubro de 2025: Promoção a Vice President of Product Management.

Glaucia enfatiza que a adaptabilidade e a construção de redes de confiança, incluindo mentores como Dennis Batchelder, foram pilares fundamentais para mitigar a solidão típica de posições estratégicas. Ela defende que, no ambiente corporativo, a reputação baseada na ética e na colaboração supera habilidades técnicas isoladas.

Para profissionais em início de carreira, a vice-presidente recomenda o cultivo da curiosidade e a busca constante por aprendizado, evitando a estagnação. Ela ressalta que fracassos devem ser encarados como processos de introspecção e aprendizado. Entre suas recomendações de leitura para o desenvolvimento pessoal e profissional, destacam-se obras como Sobre a Brevidade da Vida, de Sêneca, e Quatro Mil Semanas: Gestão de Tempo para Mortais, de Oliver Burkeman.

Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/historias-de-sucesso/quando-aprender-exige-coragem-para-mudar/

Tags:
Compartilhar