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Ações eleitoreiras e estratégias marcam reta final do segundo turno

Às vésperas do segundo turno, campanha intensifica mobilizações e anuncia pacotes de medidas com impacto fiscal bilionário.

Redação•17 de out. de 2026, 08:30
Ações eleitoreiras e estratégias marcam reta final do segundo turno
Imagem: site

Ações eleitoreiras e estratégias marcam reta final do segundo turno

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Às vésperas do segundo turno das eleições, a campanha do presidente Lula tem mobilizado a militância e lançado pacotes de medidas voltadas a diferentes setores da sociedade. Após atos realizados em cidades como São Paulo, onde 260 mil pessoas lotaram a Avenida Paulista no domingo 11, e no Rio de Janeiro, com concentração em Copacabana no dia seguinte, o partido busca atrair novos eleitores para reverter o cenário apontado pelas pesquisas de intenção de voto.

As pesquisas indicam um empate técnico dentro da margem de erro entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL), com vantagem numérica para o candidato oposicionista. Estima-se que o atual presidente precise atrair ao menos 6,5 milhões de novos eleitores até o dia 25 de outubro para conquistar um novo mandato.

Como parte da estratégia para a reta final, o governo anunciou um pacote batizado de Prospera MEI, voltado para microempreendedores individuais. A medida prevê o perdão de dívidas tributárias para parte dos cerca de 3,5 milhões de autônomos inadimplentes e a distribuição de um Pix no valor de 5.000 reais para os demais MEIs que mantêm os impostos em dia. O plano tem custo estimado em 17 bilhões de reais aos cofres públicos e, por questões legais, só poderá ser implementado a partir de 2027.

Além disso, Lula comunicou nas redes sociais a intenção de criar o programa Pé-de-Meia para universitários, que prevê depósitos mensais de 700 reais por dez meses e mais 2.500 reais ao final do ano para alunos de universidades federais, estaduais e do ProUni, beneficiando cerca de 1 milhão de jovens. Especialistas apontam que o conjunto de medidas e promessas de campanha já soma um impacto fiscal estimado em 350 bilhões de reais.

No âmbito legislativo, o Senado aprovou na quarta-feira 14 a emenda constitucional que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, pauta associada ao fim da escala 6x1. O pacote de ações também inclui subsídios para combustíveis, reajuste do Bolsa Família, renegociação de dívidas de famílias inadimplentes e abertura de linhas de crédito para motoristas de aplicativos.

A estratégia do PT também envolve frentes voltadas a segmentos específicos, como os evangélicos, reduto majoritariamente favorável a Flávio Bolsonaro. Em reunião realizada em Brasília na terça-feira 13, o advogado-geral da União, Jorge Messias, a senadora Eliziane Gama (PT-MA) e parlamentares discutiram táticas para mitigar o apoio ao adversário, utilizando influenciadores digitais para difundir críticas a pautas do oposicionista. No dia seguinte, Lula divulgou uma carta direcionada às famílias evangélicas.

Por outro lado, a campanha tem sido marcada por disputas judiciais e denúncias de desinformação. O Partido Liberal acusa o PT de estar por trás de boatos disseminados em redes sociais e aplicativos de mensagens, incluindo conteúdos sobre o suposto fim do Bolsa Família, da Farmácia Popular e do SUS, além da revogação do título de padroeira do Brasil a Nossa Senhora Aparecida. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a suspensão de um canal no WhatsApp intitulado Exército do Lula, pilotado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

Até quinta-feira 15, o TSE havia recebido mais de 160 reclamações para arbitrar litígios entre as duas candidaturas. Entre os episódios recentes da disputa política, destacam-se repercussões em torno de reportagens jornalísticas, acusações cruzadas de campanhas falsas e o acionamento de órgãos policiais e judiciais por ambas as partes.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/as-vesperas-do-segundo-turno-lula-parte-para-o-tudo-ou-nada-com-pacote-de-acoes-eleitoreiras/

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