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Economia

Açúcar recua 2,15% em Nova York com influência do petróleo e importações da Índia

Os contratos de açúcar em Nova York caíram 2,15% nesta terça-feira (25), pressionados pela desvalorização do petróleo e pela redução nas expectativas de importação da Índia.

Redação•25 de ago. de 2026, 17:10
Açúcar recua 2,15% em Nova York com influência do petróleo e importações da Índia
Imagem: site

Açúcar recua 2,15% em Nova York com influência do petróleo e importações da Índia

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Os contratos futuros de açúcar negociados na bolsa de Nova York registraram queda nesta terça-feira (25). O vencimento para outubro apresentou uma baixa de 2,15%, sendo comercializado a 17,27 centavos de dólar por libra-peso. De acordo com dados do TradingView, os preços foram pressionados por uma correção natural do mercado após as recentes máximas, somada à queda nas cotações do petróleo, fator que reduz a atratividade do açúcar para a produção de etanol.

Além disso, o mercado monitora as perspectivas de menores importações pela Índia. A consultoria indiana Greenleaf estima que o país deverá importar no máximo 500 mil toneladas de açúcar até o dia 31 de outubro. Este volume representa apenas metade das 1 milhão de toneladas que foram autorizadas sem incidência de tarifas pela Direção-Geral de Comércio Exterior.

Panorama da produção no Brasil

No Brasil, que detém o posto de maior produtor mundial de açúcar, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta para a safra 2026/27 uma produção de 705,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, o que representa uma alta de 4,7% em comparação ao ciclo anterior. Apesar do crescimento na oferta de cana, a produção específica de açúcar deve sofrer um recuo de 2,9%, totalizando 42,89 milhões de toneladas. Em contrapartida, a produção de etanol derivada da cana deve apresentar crescimento de 9,7%, atingindo 29,98 bilhões de litros. O mercado também permanece atento à possibilidade de um fenômeno El Niño de forte intensidade, que pode impactar a produção nas principais regiões produtoras e restringir a oferta global.

Mercado de café, cacau, algodão e suco de laranja

As cotações do café arábica também encerraram o pregão em queda na Bolsa de Nova York, embora sigam próximas de patamares elevados. O vencimento para dezembro recuou 1,80%, fechando a US$ 3,35 por libra-peso. Durante a sessão, os contratos chegaram a tocar os US$ 3,40 por libra-peso, sustentados por estoques reduzidos e preocupações com a oferta global. Os estoques certificados pela ICE seguem em declínio, aproximando-se do menor nível em 26 anos. No Brasil, espera-se uma colheita recorde de 75 milhões de sacas, mas o ritmo atual está mais lento que no ano passado, apesar do clima seco favorecer a aceleração dos trabalhos. Na Colômbia, a produção deve cair para 12,5 milhões de sacas em 2026, devido ao El Niño.

No setor de cacau, o contrato para dezembro recuou 1,95%, fechando a US$ 5.829 por tonelada, influenciado pelo aumento da oferta global. As exportações da Nigéria, quinto maior produtor mundial, subiram 18% em julho, somando 16.052 toneladas. Já o algodão teve baixa de 0,55% para o vencimento de dezembro, encerrando a 88,34 centavos de dólar por libra-peso, com o mercado atento à piora nas condições das lavouras americanas, onde apenas 37% são classificadas como boas ou excelentes. Por fim, o suco de laranja para entrega em novembro desvalorizou 2,08%, com o contrato fechando a US$ 1,55 por libra-peso.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/acucar-recua-215-em-nova-york-com-petroleo-e-importacoes-da-india/

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