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Economia

Adolfo Sachsida é o favorito de Jair Bolsonaro para a Fazenda em eventual governo de Flávio

Ex-presidente Jair Bolsonaro aponta Adolfo Sachsida como preferido para a Fazenda em eventual governo de Flávio Bolsonaro.

Redação•16 de out. de 2026, 15:30
Adolfo Sachsida é o favorito de Jair Bolsonaro para a Fazenda em eventual governo de Flávio
Imagem: site

Adolfo Sachsida é o favorito de Jair Bolsonaro para a Fazenda em eventual governo de Flávio

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O ex-presidente Jair Bolsonaro tem Adolfo Sachsida como sua principal escolha para comandar o Ministério da Fazenda caso seu filho, Flávio Bolsonaro (PL), vença o segundo turno das eleições presidenciais. A informação foi divulgada pela Folha de S. Paulo.

Apesar da preferência manifestada pelo ex-presidente, a definição oficial do futuro chefe da equipe econômica permanece em aberto. Sachsida já atua na coordenação econômica da campanha de Flávio, participando ativamente da elaboração de propostas para um eventual governo a partir de 2027. Sua proximidade com a família Bolsonaro e a experiência prévia na administração pública são apontadas como fatores que fortalecem seu nome na disputa pelo cargo.

No entanto, o economista não é o único cotado para a pasta. A lista de possíveis candidatos inclui:

  • Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, apoiado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas;
  • Marcelo Kayath, sócio da gestora QMS Capital, defendido por Eduardo Bolsonaro;
  • Alexandre Bettamio, executivo do Bank of America, associado à ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, que também colabora no programa econômico.

A escolha final envolverá articulações entre diferentes grupos de influência da campanha, e o candidato ainda não anunciou oficialmente o nome escolhido para a pasta.

Trajetória de Adolfo Sachsida

Natural de Londrina (PR) e nascido em 1972, Adolfo Sachsida possui formação em Economia e Direito, doutorado pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-doutorado pela Universidade do Alabama, nos Estados Unidos. É servidor de carreira do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) desde 1997.

Durante a gestão de Jair Bolsonaro, integrou a equipe do então ministro da Economia, Paulo Guedes. Atuou como secretário de Política Econômica entre janeiro de 2019 e fevereiro de 2022, assumindo em seguida o Ministério de Minas e Energia em maio de 2022, no lugar de Bento Albuquerque, cargo que ocupou até o fim do mandato presidencial.

Em agosto deste ano, foi oficializado na coordenação do plano econômico da campanha de Flávio Bolsonaro. Sua principal bandeira é o controle das despesas públicas para equilibrar as contas federais, defendendo o ajuste fiscal sem a criação de novos impostos, focado na redução de gastos administrativos e na revisão de despesas excessivas.

Entre as propostas defendidas pelo economista estão a diminuição no número de ministérios, o combate a supersalários no setor público e a adoção de uma regra fiscal atrelada à trajetória da dívida em relação ao PIB. Em setembro, em evento do Lide, alegou que o equilíbrio das contas poderia ser atingido em cerca de um ano e meio, embora a proposta ainda precise de detalhamento prático. Além disso, ele descartou a privatização de estatais como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, defendendo apenas alterações na gestão dessas companhias.

Fonte: https://veja.abril.com.br/economia/bolsonaro-quer-sachsida-na-fazenda-em-eventual-governo-de-flavio/

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