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Afastamento de Andrei amplia desconfiança no governo com Messias

O afastamento de Andrei Rodrigues da direção da PF gera atrito entre Planalto e AGU; Lula cogita Ricardo Couto para o STF em meio à desconfiança sobre Jorge Messias.

Redação•12 de set. de 2026, 08:26
Afastamento de Andrei amplia desconfiança no governo com Messias
Imagem: site

Afastamento de Andrei amplia desconfiança no governo com Messias

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Crise institucional no Executivo

O afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, intensificou o clima de desconfiança dentro do Palácio do Planalto em relação ao advogado-geral da União, Jorge Messias. A decisão de retirar Andrei do comando da PF foi tomada pelo ministro do STF, André Mendonça, em 8 de setembro de 2026. Setores do governo e aliados de Andrei acreditam que Messias teria agido em sintonia com o magistrado, citando a hesitação do AGU em apresentar recursos ao STF e sua boa relação com Mendonça como evidências.

Devido a esse cenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a considerar a indicação do governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

Judicialização e reintegração

O caso teve desdobramentos rápidos. Em 9 de setembro, o ministro Flávio Dino ordenou a reintegração de Andrei ao cargo. No entanto, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as decisões tanto de Mendonça quanto de Dino, mantendo Rodrigues no posto após um pedido da AGU. Apesar disso, em 11 de setembro, Mendonça reiterou sua posição pela saída do chefe da PF, gerando nova insatisfação na corporação.

Defesa e histórico de Messias

Marco Aurélio de Carvalho, fundador do grupo Prerrogativas e integrante da campanha de Lula, saiu em defesa de Messias. Ele classificou o desgaste do AGU como uma manobra motivada pela vaga aberta no STF, afirmando que Messias é um quadro técnico preparado. Segundo Carvalho, o AGU participou ativamente das articulações para manter Andrei no cargo.

Vale lembrar que, em 29 de abril, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF por 42 votos contrários a 34 favoráveis. Foi a primeira vez em 132 anos que um nome enviado pelo Executivo ao Supremo foi barrado pelos parlamentares. No dia seguinte, Messias chegou a chamar André Mendonça de “irmão” publicamente.

Posicionamento da AGU

Em nota oficial, a assessoria de Jorge Messias afirmou que a decisão de não adotar as medidas solicitadas pela PF, nas operações Compliance Zero e Sem Desconto, foi “estritamente técnica e jurídica”. O órgão destacou que não possui competência constitucional para atuar na persecução penal pretendida e que buscou soluções dialogadas junto ao STF para evitar o agravamento da crise. A Polícia Federal não se manifestou até o fechamento desta reportagem.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-justica/afastamento-de-andrei-amplia-desconfianca-no-governo-com-messias/

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