Crise institucional gera embate político
O afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça nesta terça-feira, 8, provocou forte repercussão na campanha eleitoral. A decisão ocorreu após revelações de que Rodrigues teria investigado ilegalmente o ministro do Supremo Tribunal Federal e produzido um relatório utilizado por Alexandre de Moraes em um contra-ataque no escândalo do Banco Master.
Reações da direita
O presidenciável Romeu Zema (Novo) celebrou a medida, afirmando que o partido seguiu firme contra os "intocáveis". O candidato Ronaldo Caiado (PSD) classificou a decisão como "firme e corajosa", defendendo a ordem e o respeito à Constituição. O senador Sergio Moro (PL) também endossou o afastamento, alegando que Rodrigues não teria condições de permanecer no cargo. No mesmo campo, Guilherme Derrite (PP) reforçou que a PF deve ser uma instituição de Estado e não servir a projetos de poder.
Críticas do governo
Do lado governista, a reação foi de indignação. O ministro José Guimarães (PT) rotulou a decisão como "descabida" e "medida eleitoral". Parlamentares como Lindbergh Farias e Marcelo Freixo (PT-RJ) acusaram André Mendonça de interferência política para proteger o senador Flávio Bolsonaro, questionando a demora do ministro em julgar o "caso Dark Horse". Freixo destacou que o combate ao esquema do Banco Master foi fruto da autonomia concedida à PF pelo governo Lula.
