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Agência ligada a militares dos EUA busca professor de português brasileiro

Empresa especializada em treinamento para militares dos EUA busca instrutor de português brasileiro para programa de três semanas no Alabama.

Redação•22 de set. de 2026, 21:22
Agência ligada a militares dos EUA busca professor de português brasileiro
Imagem: site

Agência ligada a militares dos EUA busca professor de português brasileiro

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Uma empresa dos Estados Unidos especializada em capacitação linguística para forças armadas e órgãos de inteligência abriu uma vaga de emprego para instrutor de português brasileiro. A oportunidade foi divulgada neste mês pela Ascensus Global, companhia administrada por veteranos com deficiência decorrente do serviço militar.

De acordo com os detalhes informados pela companhia, o profissional contratado ministrará aulas, liderará dinâmicas de interpretação e tradução, além de integrar outras funções formativas voltadas a servidores públicos e militares norte-americanos. A empresa presta serviços de instrução em idiomas e cultura a mais de 40 clientes dos setores de inteligência, militar, governamental, comercial e entidades sem fins lucrativos dos Estados Unidos.

O cronograma do programa terá duração total de três semanas, ocorrendo no período entre outubro e novembro. O formato prevê a etapa inicial de maneira remota, enquanto as duas fases seguintes acontecerão de forma presencial na cidade de Montgomery, no estado do Alabama. Conforme a companhia, os custos de deslocamento do docente selecionado serão cobertos pelo empregador. Contudo, a publicação da vaga não especifica qual força militar, agência ou setor governamental americano será o destinatário do treinamento, nem aponta qualquer vínculo entre o processo seletivo e o pleito eleitoral brasileiro de 2026.

Contexto de tensões e alertas de inteligência

A abertura da posição ocorre em um cenário de elevação nas divergências entre Brasil e Estados Unidos, somada a uma presença mais ostensiva de Washington na região do Hemisfério Ocidental. Na terça-feira, 22, durante a abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou em favor de uma postura mais enérgica na América, declarando que o poder militar do país será empregado contra grupos considerados ameaças e equiparando cartéis de drogas ao Estado Islâmico, além de defender as medidas aplicadas na Venezuela.

Em discurso anterior na mesma Assembleia da ONU, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva repudiou intervenções estrangeiras em dinâmicas eleitorais e enfatizou a soberania das nações latino-americanas. Lula declarou que o país não aceita subordinação e que a região demanda cooperação em vez de pressões externas.

Paralelamente, o recrutamento coincide com advertências emitidas por autoridades do Brasil a respeito do risco de ingerência externa na votação de 2026. Um relatório confidencial produzido pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), enviado no encerramento de agosto para a Presidência da República, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Ministério da Justiça, elevou para um patamar de alta criticidade o risco de interferência norte-americana no sistema eleitoral brasileiro, apontando um cenário de escalada na pressão exercida pelos Estados Unidos.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/agencia-ligada-a-militares-dos-eua-procura-professor-de-portugues-brasileiro-as-vesperas-da-eleicao/

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