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Economia

Ajuste fiscal no Chile gera desemprego recorde e crise econômica

Ajuste fiscal do governo do Chile e disparidade nos combustíveis elevam desemprego a 9,6%, gerando crise econômica e baixa popularidade presidencial.

Redação•21 de out. de 2026, 05:30
Ajuste fiscal no Chile gera desemprego recorde e crise econômica
Imagem: site

Ajuste fiscal no Chile gera desemprego recorde e crise econômica

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O desemprego no Chile alcançou o patamar histórico de 9,6%, registrando a taxa mais alta em mais de cinco anos. O cenário de paralisação econômica é agravado por um plano de austeridade fiscal implementado pela administração do presidente José Antonio Kast, que assumiu o poder em março com a promessa de impulsionar investimentos e a criação de vagas de trabalho.

No primeiro semestre de 2026, o país sul-americano enfrentou a maior retração econômica desde o período da pandemia de covid-19. O Produto Interno Bruto (PIB) chileno teve queda de 0,5% no primeiro trimestre e de 0,2% no segundo, na comparação com os mesmos períodos do ano anterior. O ministro da Fazenda, Jaime Quiroz, apelou recentemente à calma do setor empresarial diante de indicadores fracos.

Entre os fatores que pressionam a economia estão o crescimento nulo dos investimentos produtivos públicos e privados no segundo trimestre — impactados principalmente pelo setor de construção civil — e a alta inflacionária. O custo de vida acumulado em 12 meses até julho chegou a 4,1%, impulsionado pelo encarecimento dos combustíveis. O governo optou por não intervir na alta provocada pelo impacto da guerra no Irã sobre o preço do petróleo, episódio conhecido no país como "bencinazo", para proteger o déficit fiscal.

A mineração, principal atividade de exportação do país e maior produtora de cobre do mundo, sofreu uma retração drástica de 17,4% em termos anuais no mês de agosto, atingindo o nível mais baixo das últimas três décadas devido a condições climáticas adversas e interrupções operacionais. Como resultado, o Banco Central do Chile revisou para baixo as projeções de crescimento do país para 2026, estimando alta entre 0,25% e 0,75%, enquanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu sua estimativa para 0,6%.

Diante da baixa popularidade de Kast, que supera 60% de desaprovação segundo pesquisas locais, o governo sancionou no início de outubro uma "megarreforma" aprovada pelo Congresso. O pacote inclui a redução progressiva de impostos corporativos de 27% para cerca de 23% e a garantia de invariabilidade tributária para grandes investimentos. Além disso, o governo anunciou um plano de emprego de cerca de US$ 1,3 trilhão com a meta de gerar mais de 100 mil postos de trabalho entre 2026 e 2027 por meio de obras públicas e subsídios.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/21/por-que-ajuste-fiscal-do-novo-presidente-do-chile-leva-a-crise-com-desemprego-recorde.ghtml

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