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Alexandre de Moraes encaminha à PGR 118 laudos da PF sobre Operação Contenção no Rio de Janeiro

Ministro Alexandre de Moraes determinou o envio de 118 laudos da Polícia Federal à PGR sobre a Operação Contenção, realizada no Rio de Janeiro.

Redação•08 de out. de 2026, 21:44
Alexandre de Moraes encaminha à PGR 118 laudos da PF sobre Operação Contenção no Rio de Janeiro
Imagem: site

Alexandre de Moraes encaminha à PGR 118 laudos da PF sobre Operação Contenção no Rio de Janeiro

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O ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) o repasse de 118 laudos elaborados pela Polícia Federal à Procuradoria-Geral da República (PGR). Os documentos referem-se à Operação Contenção, ação voltada contra o Comando Vermelho que ocorreu em outubro de 2025 nos complexos do Alemão e da Penha, situados no Rio de Janeiro.

As perícias realizadas examinaram laudos cadavéricos, fotografias e registros em vídeo obtidos por câmeras corporais de agentes de segurança. Do total de laudos, 12 foram produzidos com base em gravações das câmeras corporais empregadas por policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Os outros 106 foram gerados a partir de fotografias e exames cadavéricos disponibilizados pela Polícia Civil fluminense. Além disso, a Polícia Federal repassou ao ministro uma avaliação sobre o conteúdo dos vídeos gravados pelos agentes da Core durante a investida.

Moraes estabeleceu que a PGR cumpra rigorosamente a preservação da cadeia de custódia e o sigilo das informações. O acervo probatório foi remetido ao STF por meio de um disco rígido externo e unidades de armazenamento USB.

Determinação das perícias em fevereiro

A análise do material pela Polícia Federal havia sido ordenada por Moraes em fevereiro deste ano, no contexto da ADPF 635, amplamente conhecida como ADPF das Favelas. Na ocasião, o magistrado apontou que as manifestações entregues ao STF apresentavam divergências e que havia necessidade de esclarecimentos adicionais para examinar a Operação Contenção e o cumprimento das determinações do processo.

Naquele despacho, o ministro estipulou o prazo de cinco dias para que o governo do Rio de Janeiro remetesse à Polícia Federal todas as imagens ou registros em vídeo captados durante a ação. A corporação policial deveria concluir a perícia, abrangendo transcrição e emissão de laudo, no intervalo de até 15 dias após a recepção dos arquivos.

Ademais, Moraes exigiu que o Ministério Público do Rio de Janeiro detalhasse sua atuação em todas as etapas da diligência e divulgasse seu protocolo de fiscalização da conduta policial, especificando os responsáveis e as providências tomadas. Um dos tópicos questionados envolveu a fiscalização por parte do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em detrimento do Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial (Gaesp), setor competente para monitorar o cumprimento das ordens da ADPF 635.

O ministro também solicitou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) dados sobre o andamento da avaliação do Plano Estratégico de Reocupação Territorial, entregue pela gestão estadual em dezembro de 2025. O despacho de fevereiro mencionou ainda um relatório da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados que indicava indícios de torturas, execuções, ocultação de cadáveres e adulteração de locais de crime durante a operação. Tais conclusões foram atribuídas ao relatório parlamentar, sem constituir veredito definitivo do STF sobre os acontecimentos.

Balanço da Operação Contenção

A megaoperação policial denominada Contenção mobilizou cerca de 2.500 agentes das Polícias Civil e Militar nos complexos do Alemão e da Penha em outubro de 2025. O objetivo da ação era conter a expansão territorial do Comando Vermelho e cumprir cerca de 100 mandados de prisão contra lideranças da facção, incluindo 30 ordens expedidas por outros estados.

A intervenção policial resultou em 121 mortes, superando o Massacre do Carandiru e consolidando-se como a mais letal da história do país. Entre os 113 detidos estava Thiago do Nascimento Mendes, conhecido como "Belão", apontado como braço direito do líder da facção criminosa "Doca". As forças de segurança apreenderam 118 armas, das quais 91 eram fuzis.

O dia da operação foi marcado por intensos confrontos e distúrbios na capital fluminense, resultando na suspensão de aulas em escolas e na alteração de rotas do transporte coletivo. Em virtude da crise instaurada, os governos federal e estadual firmaram a criação de um escritório integrado para intensificar os esforços conjuntos no combate ao crime organizado.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/rj/moraes-envia-a-pgr-118-laudos-da-pf-sobre-operacao-contra-cv-no-rio/

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