Aliança entre Alexandre de Moraes e o Governo Lula
O deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou em entrevista ao Poder360 que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atuam de forma coordenada. Segundo Gaspar, a dupla possui o objetivo comum de "destruir o bolsonarismo" e as vozes da oposição no país. "Alexandre é Lula e Lula é Alexandre. Eles formam uma dupla, estão juntos e não dá para, neste momento, separar as atitudes de Alexandre de Moraes das atitudes de Lula. Eles se protegem, se completam", declarou.
Impeachment e crise institucional
A discussão sobre um eventual impeachment do ministro Alexandre de Moraes tornou-se "inevitável", segundo o parlamentar, após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de investigações sobre o Banco Master, revelando mensagens de Daniel Vorcaro com Moraes. Gaspar acredita que a situação do ministro é "insustentável", mas ponderou que o processo dificilmente avançará no Senado enquanto Davi Alcolumbre presidir a Casa, projetando que a próxima legislatura deverá enfrentar o tema. Ele também destacou a fragilidade institucional decorrente de uma possível investigação do STF sobre seus próprios membros.
Blindagem de Lulinha e denúncias na CPMI do INSS
Como relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar afirmou ter presenciado a atuação direta de Lula para proteger seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. De acordo com o deputado, o presidente liberou emendas e pressionou parlamentares para blindar o filho das investigações. Gaspar sustenta que Lula é "parte do esquema criminoso" que envolveria o ex-chefe de gabinete Marcola e a lobista Roberta Luchsinger. Ele afirmou que Lulinha se mudou para a Espanha, vivendo em um condomínio de luxo em Madri, supostamente financiado com recursos desviados de aposentados e pensionistas.
Críticas a Paulo Gonet e o caso Banco Master
O candidato a vice também teceu críticas ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Para Gaspar, Gonet deveria ter se declarado suspeito no caso envolvendo Daniel Vorcaro, devido à proximidade com o empresário — que incluiu pedidos de transporte para o filho e mimos como charutos e whisky. Sobre o financiamento do filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro, Gaspar defendeu Flávio Bolsonaro, afirmando que o patrocínio de Vorcaro foi destinado integralmente à produção e que o senador não conhecia as irregularidades envolvendo o empresário na época.
Combate à corrupção e ofensas no Congresso
Gaspar relembrou sua decisão de abandonar a carreira no Ministério Público para combater o crime organizado na política. Ele reiterou que seu papel na chapa é ser o "para-choque" de Flávio Bolsonaro, com foco em segurança pública e no desenvolvimento do Nordeste. Por fim, o deputado cobrou a cassação de Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (PSB-MS), acusando-os de inventarem uma denúncia de estupro contra ele durante a CPMI para descredibilizar seu relatório. Gaspar classificou o episódio como a "maior fake news da história do Congresso".
