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Economia

Americanos registram nível de confiança na economia menor que na Guerra do Vietnã

Índice da Universidade de Michigan aponta pessimismo recorde entre consumidores nos EUA, superando crises históricas.

Redação•10 de out. de 2026, 17:30
Americanos registram nível de confiança na economia menor que na Guerra do Vietnã
Imagem: site

Americanos registram nível de confiança na economia menor que na Guerra do Vietnã

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A confiança dos consumidores nos Estados Unidos apresentou uma nova queda expressiva, alcançando patamares historicamente baixos que superam o pessimismo visto em períodos críticos como a Guerra do Vietnã, a crise do petróleo nos anos 1970, os atentados de 11 de setembro, a Grande Recessão e a pandemia de Covid-19.

O índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan recuou para uma leitura preliminar de 46,3, abaixo dos 48,1 registrados em setembro. Caso o resultado divulgado seja confirmado, o indicador marcará o segundo menor valor já registrado nos 74 anos de histórico da pesquisa. Cinco das leituras mais baixas da série histórica ocorreram neste ano, com maio registrando o ponto mais crítico.

Especialistas apontam que a pressão sobre o custo de vida e a inflação persistente afetam a percepção pública. "Isso apenas ressalta o quanto as pessoas estão se sentindo pressionadas, e obviamente não é um bom presságio para os republicanos à medida que nos aproximamos rapidamente das eleições de meio de mandato", avaliou James Knightley, economista-chefe internacional do ING. Nos últimos meses, houve alta nos preços da gasolina, retomada da inflação e aumento nas taxas de juros.

Contraste na economia em forma de "K"

O baixo sentimento contrasta com indicadores que mostram bom desempenho em partes da economia. Para Knightley, essa discrepância é explicada pela narrativa da economia em forma de "K", na qual as famílias de alta renda lideram os gastos. Dados do Federal Reserve indicam que os 20% mais ricos detêm mais de 70% da riqueza no país e respondem por 40% de todas as despesas.

Apesar disso, o economista alerta para os sinais de alerta sobre o desejo de consumo: 73% dos entrevistados consideram que o momento é desfavorável para adquirir eletrodomésticos, 78% avaliam o mesmo para a compra de veículos e 87% acreditam que não é um bom momento para comprar uma casa.

Queda na situação atual e alta nas expectativas de inflação

O recuo no índice geral foi puxado pela avaliação da situação econômica atual, que despencou 12,2% em relação a setembro, atingindo uma mínima histórica de 44,7. Joanne Hsu, diretora das Pesquisas de Consumidores da universidade, afirmou em comunicado que a queda foi acentuada entre eleitores independentes, consumidores de baixa renda e pessoas com baixa exposição ao mercado de ações. A aprovação da política econômica do governo também sofreu variações, registrando queda entre os republicanos.

No aspecto inflacionário, as expectativas para o próximo ano subiram para 4,7%, frente aos 4,6% anteriores. O Federal Reserve acompanha de perto essas projeções para avaliar os impactos nos preços, salários e na demanda. A próxima leitura oficial da inflação americana está programada para ser divulgada com o Índice de Preços ao Consumidor de setembro.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/macroeconomia/americanos-confiam-menos-na-economia-do-que-durante-guerra-do-vietna/

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