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Anvisa autoriza uso de produtos da Ypê com lote a partir de novembro de 2025

A Anvisa autorizou a utilização de produtos da Ypê com lote final '1' fabricados a partir de 1º de novembro de 2025 após novos laudos satisfatórios.

Redação•16 de out. de 2026, 10:30
Anvisa autoriza uso de produtos da Ypê com lote a partir de novembro de 2025
Imagem: site

Anvisa autoriza uso de produtos da Ypê com lote a partir de novembro de 2025

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta sexta-feira (16) a liberação do uso de produtos da marca Ypê com lote final "1" fabricados a partir de 1º de novembro de 2025. A decisão foi formalizada por meio de publicação no Diário Oficial da União.

A atualização regulatória ocorreu após a apresentação de laudos pela Química Amparo — fabricante dos itens — que indicaram resultados satisfatórios em análises realizadas entre novembro e dezembro de 2025. Contudo, os produtos de lote com final "1" produzidos até 31 de outubro permanecem com a suspensão vigente.

Entre os itens que tiveram o uso autorizado estão detergentes lava-louças (incluindo as versões com enzimas ativas, concentrado Ypê Green e toque suave), além dos desinfetantes Bak Ypê e Pinho Ypê.

Histórico da suspensão

A restrição aos detergentes, desinfetantes e lava-roupas da marca foi imposta em 1º de abril, após a constatação de falhas nas Boas Práticas de Fabricação e riscos de contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa. Na ocasião, a agência determinou a interrupção do uso de todos os produtos com terminação de lote "1". Posteriormente, em junho, a Anvisa já havia revogado parcialmente a medida para itens fabricados antes de 1º de março de 2026 e de 1º de abril de 2026.

Em nota oficial, a Ypê informou que também encaminhou laudos que validam produtos fabricados em maio e junho de 2025, os quais ainda aguardam liberação formal da autarquia. A empresa destacou que a medida segue o plano apresentado pela companhia, o qual condiciona a liberação dos lotes à comprovação por meio de laudos emitidos por laboratórios independentes e previamente aprovados pela própria agência reguladora.

Origem da crise sanitária

As sanções tiveram início em 7 de maio, quando uma resolução da Anvisa suspendeu mais de 100 lotes (todos com final 1) de lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes. A ação decorreu de uma fiscalização conjunta realizada no final de abril com órgãos de vigilância de São Paulo e do município paulista de Amparo, que identificou 76 irregularidades em etapas críticas de produção e apontou risco de contaminação microbiológica.

A inspeção foi desencadeada após a própria fábrica registrar, em novembro de 2025, um evento de contaminação microbiológica pela bactéria Pseudomonas aeruginosa, motivando o recolhimento de itens da linha de lava-roupas naquele período.

Em paralelo, no início de outubro, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) optou pelo arquivamento da investigação sobre a suspensão dos produtos de limpeza da marca. O órgão ministerial entendeu que a Anvisa atuou de forma eficaz no controle sanitário e que a fabricante implementou medidas voluntárias de recolhimento, adequação e indenização, sem que houvesse comprovação de riscos ou danos concretos à saúde dos consumidores.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/anvisa-libera-uso-de-produtos-da-ype-com-lote-a-partir-de-novembro-de-2025/

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