A disputa pelo segundo turno das eleições 2026, marcada para 25 de outubro, colocará frente a frente Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No primeiro turno, Flávio obteve 47,03% dos votos, enquanto Lula alcançou 45,16%. Desde a divulgação dos resultados, partidos e candidatos derrotados começaram a definir seus posicionamentos, ao passo que outros ainda avaliam as alianças.
Apoios declarados a Flávio Bolsonaro
O escritor Augusto Cury, terceiro colocado na disputa presidencial pelo Avante com 2,89% dos votos (3,45 milhões), anunciou seu apoio a Flávio Bolsonaro na quinta-feira (8), após pedir paciência na véspera. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que obteve 0,27% dos votos (326,5 mil), declarou apoio na segunda-feira (5) pelas redes sociais, afirmando que o país corre risco com mais quatro anos do PT e citando seu alinhamento histórico com o bolsonarismo. Ronaldo Caiado (PSD), que registrou 2,18% dos votos (cerca de 2,61 milhões), oficializou a aliança na terça-feira (6) em Goiânia, destacando o objetivo de derrotar o PT. Já Clariana Barão (DC), que conquistou 0,03% dos votos (40 mil), declarou apoio na quarta-feira (7) após se reunir com Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, cobrando compromissos com os direitos das mulheres e indicações ao STF.
Apoios declarados a Lula
A Unidade Popular (UP), representada pela ex-candidata Samara Martins — que obteve 0,10% dos votos (cerca de 123 mil) — e pelo presidente nacional Leonardo Péricles Vieira Roque, declarou apoio à reeleição de Lula na quinta-feira (8), convocando a militância contra o fascismo e defendendo bandeiras como o fim da escala 6x1 e do feminicídio. O PSTU, de Hertz Dias (0,04% dos votos e 43,1 mil), anunciou um voto crítico a Lula na quarta-feira (7), apontando riscos em um eventual governo de Flávio Bolsonaro diante da atuação do imperialismo norte-americano. O PCB, por meio do candidato Edmilson Costa (0,02% dos votos e 22,6 mil), também orientou o voto em Lula para barrar o retorno da extrema direita.
Candidatos sem definição
Alguns nomes derrotados no pleito ainda não anunciaram alianças. Renan Santos (Missão), quarto colocado com 2,24% dos votos (cerca de 2,68 milhões), negou boatos de aproximação com o petista nas redes sociais, afirmando odiar o PT, embora não tenha declarado apoio a Flávio. O PCO, liderado por Rui Costa Pimenta (0,01% dos votos e 15 mil), informou que sua posição será debatida em Conferência Nacional pela militância. Wilson Grassi (Democrata), que recebeu 0,01% dos votos (16,8 mil), também permanece sem definição e pediu opiniões de seguidores em vídeo nas redes sociais.
