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Apostas sobre eleições em Polymarket e Kalshi geram preocupação

Crescimento de plataformas de apostas eleitorais como Polymarket e Kalshi preocupa especialistas nos EUA devido ao risco de confusão com resultados e boatos de fraude.

Redação•01 de nov. de 2026, 05:30
Apostas sobre eleições em Polymarket e Kalshi geram preocupação
Imagem: site

Apostas sobre eleições em Polymarket e Kalshi geram preocupação

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A expansão dos mercados de previsão nos Estados Unidos, plataformas como Polymarket e Kalshi onde usuários apostam dinheiro em resultados eleitorais, tem gerado preocupação entre especialistas. O receio é que os percentuais divulgados sejam interpretados incorretamente como certezas absolutas, alimentando riscos de disseminação de informações falsas e falsas acusações de fraude caso o resultado oficial das urnas divirja das estimativas.

As plataformas funcionam permitindo a negociação de contratos atrelados a desfechos políticos. Embora tenham ganhado popularidade e espaço na cobertura de grandes veículos de comunicação, pesquisas mostram que a maioria dos americanos se opõe a esse tipo de aposta. Davina Hurt, diretora de ética governamental do Centro Markkula de Ética Aplicada da Universidade de Santa Clara, aponta que as expectativas financeiras estão ganhando mais peso na mente do público do que os votos reais.

O debate nos EUA também envolve a regulamentação dessas empresas, divididas entre as regras de mercados de commodities e as leis de apostas. Enquanto a Kalshi defende que sua ferramenta atua como um complemento às pesquisas eleitorais tradicionais e que tentativas de manipulação são contrabalançadas pelo próprio mercado, especialistas reforçam que as probabilidades não garantem resultados.

O impacto dessas interpretações equivocadas pôde ser observado em junho, durante as eleições primárias para a Prefeitura de Los Angeles. A derrota do candidato republicano Spencer Pratt levou influenciadores de direita a propagarem alegações de fraude na rede social X, usando como base as estimativas das plataformas que apontavam chances para o candidato. Parte do conteúdo enganoso foi impulsionado como parceria paga, o que levou Polymarket e Kalshi a adotarem novas posturas. Michael Sánchez, do Escritório de Registro Eleitoral do Condado de Los Angeles, destacou que o caso exemplifica como as expectativas geradas por apostas podem ser confundidas com a apuração oficial.

Em resposta, a Kalshi emitiu orientações a parceiros proibindo o questionamento de resultados oficiais sem embasamento, sob pena de rescisão contratual. A Polymarket não se manifestou sobre os pedidos de comentário. No âmbito institucional, autoridades como Jared DeMarinis, administrador eleitoral em Maryland, expressaram preocupação com o impacto do dinheiro nas disputas e proibiram mesários de realizarem apostas eleitorais.

No Brasil, a oferta de contratos ligados a pleitos políticos e eleitorais foi proibida em maio de 2026 por uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), medida que resultou no bloqueio de plataformas como Polymarket e Kalshi em território nacional.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/11/01/polymarket-e-kalshi-por-que-apostas-sobre-as-eleicoes-preocupam-especialistas-nos-eua.ghtml

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