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Aprovação de Lula traz desafio para reeleição, aponta estudo

Levantamento aponta que o patamar de aprovação de Lula impõe desafios à sua reeleição, segundo dados históricos do Datafolha.

Redação•13 de out. de 2026, 04:30
Aprovação de Lula traz desafio para reeleição, aponta estudo
Imagem: site

Aprovação de Lula traz desafio para reeleição, aponta estudo

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Um levantamento conduzido pelo cientista político e sociólogo Alberto Carlos Almeida, com base em dados de pesquisas do Datafolha, aponta que o atual nível de aprovação do presidente Lula (PT) impõe dificuldades para sua tentativa de reeleição. Conforme o estudo, desde o período da redemocratização, nenhum presidente que contasse com uma aprovação inferior a 33% conseguiu obter sucesso na condução de um sucessor ou em sua própria reeleição.

A análise divide os cenários eleitorais em categorias baseadas na avaliação positiva dos governos. Na véspera do primeiro turno, Lula registrava 35% de avaliações consideradas ótimas ou boas. Esse patamar, situado entre 34% e 45%, é classificado pelo pesquisador como um "limbo", faixa na qual ainda há margem tanto para vitórias quanto para derrotas nas campanhas e que já definiu cinco eleições anteriores, sempre com triunfos da base governista.

No entanto, a pesquisa destaca que o presidente passou boa parte dos anos de 2025 e 2026 oscilando entre 31% e 33% de aprovação. Esse intervalo inferior é definido pelo cientista político como o "inferno", cenário histórico em que todas as tentativas eleitorais do governo vigente resultaram em derrotas nas urnas.

O especialista relembrou episódios anteriores para ilustrar o impacto dessa faixa de avaliação:

  • 1989: José Sarney (PMDB) contava com 5% de aprovação e apoiou Ulysses Guimarães, que acabou derrotado.
  • 2002: Fernando Henrique Cardoso (PSDB) registrava 22% de avaliações positivas e tentou eleger José Serra (PSDB), resultando na primeira vitória de Lula à Presidência.
  • Governo Temer: Henrique Meirelles, representante do partido do então presidente Michel Temer (PMDB) — que possuía 4% de aprovação —, também não obteve êxito na disputa.
  • 2022: Jair Bolsonaro (PL) entrou nas urnas antes do primeiro turno com 29% de aprovação e não conseguiu a reeleição.

Em declaração ao programa WW, Alberto Carlos Almeida avaliou o momento político recente: “A situação de Lula é muito delicada, desde março eu vinha dizendo isso. Ele melhorou agora recentemente”. O pesquisador complementou: “Ele teve uma pequena melhora nessa reta final. Vai continuar nesses próximos 14 dias? Ninguém sabe. Se ele melhorar muito, a situação dele pode ficar mais favorável. Agora, se ficar estabilizado do jeito que está, ele caminha para uma derrota.”

Por outro lado, o levantamento aponta a categoria denominada "céu", que engloba governantes com mais de 46% de aprovação, faixa em que as probabilidades de derrota são reduzidas. Esse cenário ocorreu em apenas duas ocasiões nas últimas nove eleições: na reeleição de Lula em 2006 e na eleição de sua sucessora, Dilma Rousseff (PT), em 2010, quando a taxa de aprovação atingia 80%.

Ao concluir a análise, Almeida pontuou a lógica do eleitorado diante da avaliação governamental: “É normal quando você avalia bem um governo, você vota para continuar o governo. Quando você avalia mal, você vota pela mudança, para o candidato que representa a mudança de governo”.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/nivel-de-aprovacao-de-lula-dificulta-reeleicao-mostra-levantamento/

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