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Aprovação do fim da escala 6x1 repercute na imprensa internacional

A imprensa internacional destacou a aprovação pelo Senado brasileiro do fim da escala 6x1 e da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.

Redação•15 de out. de 2026, 11:30
Aprovação do fim da escala 6x1 repercute na imprensa internacional
Imagem: site

Aprovação do fim da escala 6x1 repercute na imprensa internacional

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A aprovação da emenda constitucional que extinguiu a escala 6x1 e diminuiu a carga horária máxima semanal no Brasil repercutiu na imprensa estrangeira nesta quinta-feira, 15. A votação ocorreu na quarta-feira, 14, no Senado brasileiro, que aprovou a medida por 75 votos a 1, estabelecendo a redução de 44 para 40 horas semanais sem prejuízo salarial.

Segundo o texto aprovado, que tem promulgação prevista para a próxima semana, a jornada será reduzida para 42 horas em um prazo de até 60 dias após a promulgação, alcançando as 40 horas um ano mais tarde. Veículos de comunicação de diferentes países abordaram o tema destacando impactos políticos e comparando o cenário trabalhista com outras nações da região.

Cobertura das agências e jornais estrangeiros

A agência Reuters apontou a votação como uma vitória legislativa de grande relevância para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrendo a menos de duas semanas do segundo turno eleitoral, marcado para 25 de outubro. O veículo destacou o amplo apoio político à proposta, incluindo o voto favorável de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa, que anteriormente se opunha à iniciativa sob a alegação de manobra eleitoral.

A Associated Press (AP) classificou a aprovação como um elemento central na estratégia de Lula para avançar sobre Flávio Bolsonaro, contextualizando a medida dentro de um pacote recente de ações governamentais. A AP também inseriu o caso brasileiro em um panorama regional, pontuando que o Chile aprovou em 2023 a Lei das 40 Horas, o México aprovou em fevereiro uma proposta da presidente Claudia Sheinbaum para baixar a jornada de 48 para 40 horas até 2030, e a Colômbia reduziu sua jornada para 42 horas. Em contraste, a Argentina, sob a gestão de Javier Milei, caminha em direção oposta e avalia ampliar a jornada semanal atual de até 48 horas.

O jornal britânico The Guardian ressaltou que a emenda constitucional proíbe o regime de trabalho de seis dias e pode abranger até 30 milhões de trabalhadores. O periódico pontuou que Flávio Bolsonaro votou a favor após meses de resistência, justificando a decisão pelo apoio popular à mudança, enquanto o senador Hamilton Mourão, ex-vice-presidente de Jair Bolsonaro, registrou o único voto contrário na Casa.

A Bloomberg registrou a guinada de posição de Flávio Bolsonaro devido à pressão da campanha de Lula, mas também ecoou apreensões do setor empresarial em relação ao encarecimento dos custos trabalhistas e à eventual redução da produtividade.

Por sua vez, o Infobae reportou que, mesmo votando a favor, Flávio Bolsonaro defendeu um modelo alternativo mais flexível, centrado na negociação individual de horários entre patrões e empregados. O veículo informou que tal declaração foi proferida após ele visitar seu pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar decorrente de condenação superior a 27 anos por tentativa de golpe de Estado.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/a-repercussao-internacional-da-aprovacao-do-fim-da-escala-6x1/

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