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Economia

Argentina registra alta na pobreza para 32,3% no primeiro semestre de 2026

O Indec informou que a pobreza na Argentina subiu para 32,3% no primeiro semestre de 2026, atingindo 9,7 milhões de pessoas.

Redação•24 de set. de 2026, 20:46
Argentina registra alta na pobreza para 32,3% no primeiro semestre de 2026
Imagem: site

Argentina registra alta na pobreza para 32,3% no primeiro semestre de 2026

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O Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) informou nesta quinta-feira (24) que o índice de pobreza na Argentina subiu para 32,3% da população no primeiro semestre de 2026. O patamar representa 9,7 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza e marca a primeira alta no indicador em dois anos.

O levantamento abrange 31 aglomerados urbanos do país. No recorte por domicílios, a pobreza atingiu 2,5 milhões de famílias, o equivalente a 24,4% do total. Para estabelecer o indicador, o Indec avalia a renda familiar e o acesso a necessidades básicas, tais como vestuário, saúde, educação, transporte e alimentos.

A indigência também apresentou alta. De acordo com o órgão estatístico, 2,2 milhões de pessoas estão em situação de indigência, representando 7,5% da população avaliada — um aumento em relação aos 1,9 milhão (6,3%) registrados no segundo semestre de 2025. Entre as famílias, o número passou de 500 mil (4,8%) nos últimos seis meses de 2025 para 600 mil (5,6%) no primeiro semestre de 2026. A indigência compreende aqueles que não têm acesso a uma cesta de alimentos capaz de suprir as necessidades diárias de proteína e energia.

Contexto econômico e desemprego

O avanço da pobreza coincide com a aceleração da inflação entre o final de 2025 e o início de 2026, além de um aumento no desemprego, que chegou a 7,9%, o patamar mais alto desde 2021. Cerca de 30 mil empresas encerraram as atividades na Argentina desde a posse de Javier Milei, e quase metade da população economicamente ativa encontra-se na informalidade.

Analistas apontam que a desaceleração da inflação perdeu força como motor de avanços sociais, tornando novas melhorias dependentes do crescimento dos salários reais e da geração de empregos. Por sua vez, o governo de Javier Milei argumenta que os cortes de gastos, a flexibilização das importações e o fim de subsídios são essenciais para equilibrar as contas públicas, resgatar a confiança de investidores e estabelecer as bases para um crescimento sustentável.

Impacto político e popularidade

O indicador adverso afeta o cenário político do presidente, que projeta uma provável candidatura à reeleição em 2027. Organizações e assistentes sociais relatam que mais argentinos enfrentam dificuldades para quitar contas, e pesquisas recentes indicam forte erosão no apoio a Milei entre os eleitores de menor renda.

Um levantamento da AtlasIntel realizado em setembro apontou que a desaprovação entre entrevistados de baixa renda — com rendimento mensal de até cerca de US$ 650 — alcançou quase 70%, enquanto a aprovação caiu para menos de 30%. No mesmo período do ano anterior, esses percentuais eram de 57% e 37%, respectivamente. No panorama geral da população, 58% desaprovam a gestão atual, frente a 38,1% de aprovação.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/09/24/argentina-indice-pobreza.ghtml

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