Os Estados Unidos tornaram públicos novos documentos referentes a OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados) nesta sexta-feira (18). O material, que antes mantinha caráter sigiloso, inclui a gravação em áudio de uma sessão realizada em março de 1952 pelo capitão Edward J. Ruppelt. Na ocasião, o militar detalhou que cerca de 160 casos de Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAP, na sigla em inglês) continuaram inexplicados mesmo após análises técnicas.
De acordo com os registros, grande parte das ocorrências concentrou-se em coordenadas geográficas próximas a instalações de segurança nacional norte-americanas. Entre os locais citados estão os Laboratórios Nacionais de Los Alamos, Albuquerque e Oak Ridge, que realizavam atividades com armamento nuclear.
O lote de arquivos desclassificados, que compõe o sexto conjunto de documentos liberados, aponta que a Força Aérea americana havia analisado um total de 800 casos até 1952. Ruppelt destacou que os episódios não solucionados foram reportados por fontes consideradas qualificadas e confiáveis, incluindo militares, pilotos comerciais e outros observadores técnicos.
Outras características mencionadas no material envolvem voos silenciosos realizados pelos objetos e detecções de radar que indicavam velocidades superiores a 5.600 km/h, embora tais marcas não tenham sido confirmadas. O documento reforça que a Força Aérea não encontrou evidências definitivas sobre a origem dos fenômenos.
Durante a gravação, o capitão enfatizou a relevância de um esforço aprimorado na coleta de dados e na avaliação dos avistamentos. Ruppelt exerceu a liderança do Projeto Grudge, renomeado posteriormente para Projeto Livro Azul, iniciativa que permaneceu ativa até 1969. A liberação do material à população ocorreu por determinação do presidente Donald Trump no início de 2026.
