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Tecnologia

As ambições da China com inteligência artificial em meio às conversas de Trump com Xi

Em meio a encontro entre Trump e Xi, China expande infraestrutura de inteligência artificial com novos data centers e aposta em código aberto.

Redação•23 de set. de 2026, 12:27
As ambições da China com inteligência artificial em meio às conversas de Trump com Xi
Imagem: site

As ambições da China com inteligência artificial em meio às conversas de Trump com Xi

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Enquanto os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, se reúnem para debater temas que incluem a segurança da inteligência artificial (IA), o governo chinês avança em suas ambições tecnológicas construindo centenas de data centers em regiões escassamente povoadas, como Ulanqab, na Mongólia Interior, além de Ningxia, Gansu e Guizhou. Conhecida no passado pela produção de batatas, Ulanqab abriga agora uma fronteira digital com instalações voltadas a alimentar plataformas de IA para empresas como Huawei, ByteDance e DeepSeek.

Para o Partido Comunista Chinês, a infraestrutura é vista como essencial para a segurança nacional e econômica. A meta é integrar a inteligência artificial em 90% das indústrias e da sociedade até 2030, automatizando a produção para lidar com a força de trabalho envelhecida do país. A China forma cerca de cinco milhões de profissionais de ciência e tecnologia anualmente — frente aos cerca de 500 mil formandos dos EUA — e tem observado um movimento de retorno de jovens pesquisadores, impulsionado por restrições de imigração e tensões com os Estados Unidos.

A disputa tecnológica gera reações internacionais. O presidente Donald Trump declarou recentemente que "quem vencer a IA, vence", enquanto o diretor-executivo da empresa de IA Anthropic, Dario Amodei, pediu a manutenção da proibição americana de venda de chips e equipamentos avançados para a China, afirmando que uma liderança chinesa traria graves riscos globais. Em resposta, o jornal estatal chinês Global Times classificou os temores americanos como parte de um "roteiro da Guerra Fria" para conter o país asiático.

Além da infraestrutura própria, Pequim promove uma estratégia de modelos abertos de código aberto (open source), permitindo que usuários e empresas modifiquem os sistemas, contrapondo-se aos modelos fechados de desenvolvedores americanos como OpenAI e Anthropic. A iniciativa ajuda a China a contornar restrições de acesso a chips avançados. Paralelamente, o presidente Xi Jinping tem exigido maior regulamentação global e um enquadramento internacional para o setor.

Apesar do avanço tecnológico e da meta de utilizar energia renovável (eólica e solar) até 2030, a expansão enfrenta desafios internos, incluindo o uso parcial de energia a carvão e preocupações com o abastecimento de água em áreas áridas. Moradores de regiões afetadas relatam receios com a perda de terras agrícolas e ceticismo em relação aos benefícios práticos da tecnologia para a população comum, em meio a um cenário de forte censura. Enquanto especialistas apontam restrições culturais e sistêmicas que limitam o questionamento nos laboratórios do país, cidadãos nas zonas rurais lidam com dificuldades econômicas cotidianas, mantendo-se distantes do ecossistema de inovação que avança nas grandes cidades.

Fonte: https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/09/23/as-ambicoes-da-china-com-ia-em-meio-as-conversas-de-trump-com-xi.ghtml

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