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Assembleia Geral da ONU reúne líderes mundiais com foco em inteligência artificial e conflitos globais

Assembleia Geral da ONU reúne líderes mundiais em Nova York com foco em inteligência artificial, conflitos internacionais e transição na liderança da entidade.

Redação•21 de set. de 2026, 11:18
Assembleia Geral da ONU reúne líderes mundiais com foco em inteligência artificial e conflitos globais
Imagem: site

Assembleia Geral da ONU reúne líderes mundiais com foco em inteligência artificial e conflitos globais

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A Assembleia Geral das Nações Unidas iniciou seus trabalhos em Nova York reunindo centenas de diplomatas e chefes de Estado. O tema central definido para esta edição é "Restaurar a confiança, gerir a transformação: Uma ONU que entrega para todos". O evento ocorre no momento em que António Guterres se prepara para deixar o cargo de secretário-geral ao final do ano.

Em coletiva de imprensa realizada na quarta-feira (16), Guterres brincou que a escada rolante da sede da ONU foi consertada a tempo para o encontro. No ano passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia acusado a organização de sabotagem após o equipamento apresentar falhas. "Posso dizer que tomamos medidas adicionais para garantir que quem circula por ali não tenha uma interação negativa com a escada", declarou Guterres.

Reuniões e negociações paralelas

A intensa concentração de autoridades no evento abre espaço para encontros bilaterais e multilaterais. Dois funcionários americanos informaram à CNN que Donald Trump planeja se reunir com líderes do Golfo na terça-feira (22) para debater a fase seguinte do conflito com o Irã. Uma fonte familiarizada com o assunto também confirmou à CNN que haverá um briefing de alto nível para o Conselho da Paz de Trump durante a semana.

A França organizará uma reunião de acompanhamento sobre a solução de dois Estados no conflito entre israelenses e palestinos. No âmbito diplomático ucraniano, o presidente Volodymyr Zelensky declarou que pretende se encontrar com Trump em Nova York. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, também tem planos de reunir-se com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, segundo informações da mídia estatal russa.

Além disso, Trump deve formalizar um acordo negociado com a Dinamarca e a Groenlândia que assegurará aos EUA controle permanente sobre a segurança da ilha.

Agenda de discursos e restrições de vistos

A lista preliminar de oradores conta com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com discurso programado para abrir as falas na terça-feira. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, discursará na quinta-feira (24), antecedido pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que deverá falar por meio de vídeo devido à recusa de visto por parte do governo dos EUA.

A presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, fará sua estreia na tribuna da ONU na quinta-feira, enquanto o líder venezuelano Nicolás Maduro permanece detido no Brooklyn. Por sua vez, a delegação central do Irã, possivelmente liderada pelo presidente Masoud Pezeshkian, obteve autorização para comparecer, embora sujeita a restrições de viagens e sanções comerciais, conforme comunicado de um porta-voz do Departamento de Estado divulgado na quinta-feira (17).

Debates sobre Inteligência Artificial e sucessão

A tecnologia e os modelos emergentes de inteligência artificial ocupam espaço de destaque na agenda deste ano. Guterres dedicou grande parte de sua última coletiva ao tema, que será debatido em conferências sobre cooperação digital na segunda-feira (21), além de reuniões específicas no Conselho de Segurança na quarta-feira (23).

Quanto à sucessão ao cargo de secretário-geral, uma pesquisa informal realizada na sexta-feira (18) indicou que a ex-vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan lidera com margem estreita, de acordo com fontes ouvidas pela Reuters. O Departamento de Estado norte-americano declarou que o novo ocupante do cargo deve reorientar a instituição para a manutenção da paz e da segurança global, criticando o que classificou como ideologia politizada.

Situação financeira da ONU

A organização chega ao evento em situação financeira mais estável após receber US$ 827 milhões em cotas enviadas pelo governo dos EUA às vésperas da Assembleia. O valor representa uma fração dos cerca de US$ 4 bilhões devidos, mas ajudou a mitigar a crise orçamentária enfrentada em janeiro.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/o-que-esperar-da-assembleia-geral-da-onu-da-qual-lula-e-trump-participam/

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