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Assembleia Geral da ONU reunirá líderes mundiais em Nova York para debater reformas e conflitos

Assembleia Geral da ONU em Nova York reúne líderes mundiais para debater reformas no Conselho de Segurança, sucessão de Guterres e conflitos globais.

Redação•21 de set. de 2026, 11:35
Assembleia Geral da ONU reunirá líderes mundiais em Nova York para debater reformas e conflitos
Imagem: site

Assembleia Geral da ONU reunirá líderes mundiais em Nova York para debater reformas e conflitos

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A Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) congrega líderes globais em Nova York para debater pautas centrais da governança internacional. De acordo com o analista sênior de Internacional da CNN, Américo Martins, o evento ganha relevância em torno de três eixos fundamentais: a demanda por mudanças estruturais na organização, pronunciamentos voltados para o público interno de cada país e os debates a respeito de conflitos armados e pautas urgentes.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou na cidade na noite de domingo (20) para o evento, que conta igualmente com a presença do presidente americano, Donald Trump.

Reforma da ONU e a sucessão de António Guterres

Completando 81 anos de fundação, a ONU enfrenta pressões crescentes para modificar seu sistema de governança. Segundo Américo Martins, o Conselho de Segurança está “completamente paralisado” devido à ausência de consenso entre as cinco nações detentoras de assento permanente — em especial o impasse entre Rússia e China de um lado, e Estados Unidos do outro —, que recorrem ao poder de veto para impedir deliberações.

“Não existe nenhum tipo de consenso entre os cinco países que têm assento permanente no Conselho”, declarou o analista.

Outro elemento de destaque nesta edição da Assembleia é a saída do secretário-geral António Guterres, gerando discussões sobre a escolha de seu sucessor. Há uma forte exigência para que a instituição seja liderada por uma mulher pela primeira vez na história. Michelle Bachelet, ex-presidente chilena e postulante que contava com o apoio do Brasil, retirou-se da disputa após angariar apenas um voto favorável entre os 15 integrantes do Conselho de Segurança. Permanecem na disputa Rebeca Grynspan, da Costa Rica, que preside a UNCTAD (Conferência para o Comércio e o Desenvolvimento), e Carolyn Rodrigues Birkett, diplomata da Guiana.

Pronunciamentos voltados aos eleitorados nacionais

A Assembleia Geral também funcionará como vitrine para chefes de Estado discursarem com foco em seus públicos domésticos. Além de Lula e Trump, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deve aproveitar o espaço para fazer campanha na reta final para as eleições israelenses, agendadas para o final de outubro.

Já o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, participará por meio de vídeo, visto que o governo dos Estados Unidos recusou a emissão dos vistos necessários para que a delegação palestina comparecesse presencialmente a Nova York. O presidente da França, Emmanuel Macron, participará de sua despedida do evento, uma vez que não está elegível para concorrer a novos mandatos presidenciais no país europeu.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tem discurso previsto com ênfase no conflito bélico, enquanto a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, fará sua estreia na ONU durante um cenário de transição política venezuelana.

Conflitos, Groenlândia e inteligência artificial

As hostilidades no Oriente Médio também devem concentrar atenções. Donald Salvador Trump tem previsão de encontrar líderes regionais para debater a questão do Irã. Adicionalmente, conforme Américo Martins, Trump deve firmar com a Dinamarca um pacto de defesa voltado para a Groenlândia durante a agenda.

A regulamentação da inteligência artificial figurará entre os temas de destaque, aguardando-se que António Guterres formule um apelo visando à implementação de algum nível de controle sobre a tecnologia emergente.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/analise-lideres-devem-destacar-necessidade-de-reforma-em-assembleia-da-onu/

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