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Ataque de colonos na Cisjordânia fere forças de segurança e bloqueia palestinos

Mais de 100 colonos israelenses atacaram vilas palestinas na Cisjordânia, ferindo três agentes de segurança e bloqueando o retorno de famílias.

Redação•29 de set. de 2026, 19:50
Ataque de colonos na Cisjordânia fere forças de segurança e bloqueia palestinos
Imagem: site

Ataque de colonos na Cisjordânia fere forças de segurança e bloqueia palestinos

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Mais de 100 colonos israelenses realizaram ataques na Cisjordânia ocupada, incendiando residências e ferindo três membros das forças de segurança israelenses. A ação ocorreu na madrugada de uma terça-feira, 29, gerando condenações públicas tanto do governo de Israel quanto dos Estados Unidos.

Em Jalud, ao sul de Nablus, duas moradias pertencentes à família al-Tubasi foram incendiadas na noite de segunda-feira. A operação mobilizou um grande número de extremistas que se coordenaram por meio de grupos no aplicativo WhatsApp para impedir o retorno da família palestina à região. Uma decisão da Suprema Corte de Israel havia determinado que a família retornasse com segurança à sua residência até o dia 20 de setembro.

Mahmoud al-Tubasi relatou à imprensa que, ao chegarem ao local acompanhados por escolta militar, o grupo foi recebido com pedras por mais de 150 colonos. De acordo com o morador, o Exército utilizou spray de pimenta para tentar conter a multidão e formou uma barreira para retirar a família em segurança da área, embora nenhuma outra ação direta tenha sido tomada contra os invasores naquele momento.

O chefe do conselho local em Jalud informou que moradores locais enfrentaram os invasores, resultando em confrontos que se estenderam até uma vila vizinha, onde uma mulher palestina foi agredida e teve sua residência incendiada. Em outro episódio registrado na terça-feira, dezenas de colonos invadiram a vila de Al-Mughayyir, queimando pelo menos cinco veículos. O Crescente Vermelho Palestino também prestou atendimento a três pessoas espancadas na zona de Jamala, perto de Ramala.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram que os manifestantes bloquearam vias, incendiaram pneus e apedrejaram as forças de segurança. Três policiais sofreram ferimentos leves e um veículo oficial ficou danificado. O Exército classificou o episódio como um "crime nacionalista" e confirmou que a missão de reinstalar a família Tubasi não foi concluída devido aos distúrbios.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, condenou a investida e declarou que as ações prejudicam a comunidade e atrapalham as forças de segurança. O presidente Isaac Herzog classificou o ato como uma "mancha moral" e uma ofensa ao Estado de Direito. Os Estados Unidos também manifestaram repúdio à violência criminosa na região por meio do Departamento de Estado.

Dados da Organização das Nações Unidas apontam que a violência praticada por colonos atingiu patamares recordes no atual período, resultando no deslocamento de mais de 6.500 palestinos desde o início do conflito em Gaza, em outubro de 2023. No mesmo intervalo, o Ministério da Saúde palestino aponta que pelo menos 1.111 palestinos foram mortos na Cisjordânia.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/mais-de-100-colonos-judeus-atacam-cisjordania-e-bloqueiam-retorno-de-palestinos-para-casa/

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