Uma ofensiva com mísseis realizada pelos rebeldes iemenitas Houthis contra a capital da Arábia Saudita, Riade, deixou ao menos 12 pessoas mortas e mais de 300 feridos no sábado (10). A informação foi divulgada pela Autoridade de Aviação Civil do reino.
Entre as vítimas fatais estão quatro sauditas, dois cidadãos de Bangladesh e uma pessoa de cada um dos seguintes países: Estados Unidos, Jordânia, Palestina, Síria, Sudão e Egito. O ataque atingiu o Aeroporto Internacional Rei Khalid, provocando o desvio de voos, lotação de hospitais com feridos e orientações de governos ocidentais para que cidadãos evitem a região.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o episódio como terrível e declarou que Washington vai analisar a situação rapidamente para tomar uma decisão sobre um possível envolvimento nos ataques contra os Houthis. Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, condenou veementemente a ação e confirmou a morte de um cidadão americano.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita classificou a ofensiva como um crime de guerra e prometeu uma resposta decisiva. O major-general Turki Al-Malki, porta-voz do grupo militar, afirmou que o ato contraria normas éticas e o direito internacional humanitário.
O movimento Houthi, formalmente conhecido como Ansarallah, surgiu na década de 1990 no Iêmen e conta com o apoio do Irã. A escalada recente nos confrontos envolveu um bloqueio naval imposto pelos rebeldes no Mar Vermelho e trocas de ataques com mísseis e drones entre as forças iemenitas e a coalizão saudita.
