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Ataques da Ucrânia bloqueiam exportação de grãos da Rússia

Ataques ucranianos com drones bloquearam terminais estratégicos da Rússia no mar Negro, interrompendo exportações de grãos e petróleo. Especialistas alertam para impactos globais no abastecimento e na economia russa.

Redação•30 de ago. de 2026, 14:03
Ataques da Ucrânia bloqueiam exportação de grãos da Rússia
Imagem: site

Ataques da Ucrânia bloqueiam exportação de grãos da Rússia

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A Ucrânia intensificou seus ataques com drones contra o porto de Novorossiysk, o maior terminal comercial russo no mar Negro, interrompendo significativamente as exportações de grãos e petróleo do país. Especialistas alertam que, se os ataques persistirem, as consequências para os exportadores e os cofres russos podem ser graves.

Impacto nos embarques de grãos e petróleo

Novorossiysk é responsável por cerca de um terço das exportações russas de grãos, além de escoar petróleo bruto, metais e mercadorias em contêineres. Nos últimos meses, terminais como a Fábrica de Produtos Panificados de Novorossiysk (NKHP) e a KSK suspenderam suas operações, enquanto outros, como o de Taman, já haviam parado em julho. Até a publicação desta reportagem, apenas o terminal de Tuapse, menor e menos estratégico, ainda operava.

Segundo Andrei Sisov, diretor da SovEcon, "praticamente todas as exportações russas de grãos pela bacia do mar de Azov e do mar Negro estão bloqueadas". A situação afeta não só a Rússia, maior exportadora global de trigo, mas também o mercado mundial, já que ambos os países enfrentam dificuldades para escoar suas safras por rotas alternativas, como portos do Báltico ou do rio Danúbio.

Consequências para o mercado global

A Argus Media estima que a Rússia terá 45 milhões de toneladas de trigo disponíveis para exportação em 2026-2027, mas a paralisação dos portos no mar Negro torna quase impossível o abastecimento global. Sisov alerta que muitos produtores russos podem não sobreviver a esta temporada, especialmente após anos de crise financeira. A queda nos preços internos já é uma realidade, e mesmo que as exportações sejam retomadas, os problemas persistirão, já que agosto é o pico dos embarques e os terminais operam no limite.

Quanto ao petróleo, embora as exportações não tenham parado completamente, sofrem interrupções frequentes. O terminal de Sheskharis, responsável por 700 mil barris diários, interrompeu carregamentos em 14 de agosto, retomando as atividades apenas dois dias depois. A queda nos embarques de petróleo em Novorossiysk foi de 30% nas duas primeiras semanas de agosto, em comparação com 2023, segundo o Centro de Pesquisa sobre Energia e Ar Limpo (CREA).

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-internacional/ataques-da-ucrania-bloqueiam-exportacao-de-graos-da-russia-dw/

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