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Ataques houthis colocam petróleo saudita em risco e pressionam preços nos EUA

A intensificação de ataques houthis e o fechamento de rotas alternativas ameaçam as exportações de petróleo da Arábia Saudita e pressionam os preços para consumidores nos EUA.

Redação•24 de set. de 2026, 09:59
Ataques houthis colocam petróleo saudita em risco e pressionam preços nos EUA
Imagem: site

Ataques houthis colocam petróleo saudita em risco e pressionam preços nos EUA

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A Arábia Saudita, principal exportadora mundial de petróleo bruto, enfrenta uma ameaça sem precedentes em suas rotas comerciais com a intensificação dos ataques de milícias houthis e grupos apoiados pelo Irã. A situação agrava uma crise energética global que já afeta os consumidores nos Estados Unidos por meio do encarecimento dos combustíveis.

O cenário de instabilidade começou a se desenhar com a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro. O conflito provocou o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, bloqueando a principal via de exportação do reino e de outras nações do Golfo. Agora, rotas alternativas vitais também sofrem com a ofensiva de milícias.

Nas últimas semanas, ataques de milícias iraquianas atingiram o oleoduto Leste-Oeste saudita, paralisando milhões de barris que seriam escoados pelo porto de Yanbu, no Mar Vermelho. Paralelamente, os houthis assumiram o controle do Estreito de Bab al-Mandeb, via essencial utilizada para desviar o petróleo saudita após o bloqueio em Ormuz, e decretaram um bloqueio à navegação do país.

Segundo Neil Quilliam, especialista em política energética e geopolítica do think tank Chatham House, em Londres, o impacto vai além do preço imediato do barril de petróleo. Para o especialista, a mudança estrutural ocorrida no Estreito de Ormuz desde 28 de fevereiro é irreversível.

Reação diplomática e militar

Diante do revés, o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman solicitou pessoalmente a intervenção militar dos EUA, pedido que foi inicialmente recusado, conforme relatado por uma fonte familiarizada com o assunto. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, indicou que a decisão pode ser revista.

Por outro lado, o presidente dos EUA, Donald Trump, descartou ações imediatas contra os houthis, afirmando que mantém negociações com o grupo. Durante declarações a jornalistas no início do mês, Trump declarou que os houthis teriam entrado em contato e afirmado que não desejam lutar contra os Estados Unidos, apontando o conflito com a Arábia Saudita como uma questão específica entre as partes.

A postura cautelosa de Washington busca evitar a abertura de uma nova frente de batalha, sete meses após o início do conflito com o Irã. Especialistas também apontam dúvidas sobre a eficácia de bombardeios, lembrando que uma campanha de 50 dias liderada pelos EUA no ano passado terminou em trégua sem conter permanentemente os houthis.

Impacto econômico e político

Apesar da menor dependência direta dos EUA em relação ao petróleo da região, o mercado global faz com que qualquer interrupção na oferta saudita encareça o petróleo bruto em todo o mundo, refletindo diretamente nos postos de gasolina americanos.

A alta nos preços e a proximidade das eleições de meio de mandato em novembro tornam a situação um ponto de pressão política sensível para a administração de Donald Trump. Enquanto isso, o clima de tensão se reflete internamente na Arábia Saudita, onde exibições festivas de drones e fogos de artifício foram canceladas em meio ao temor de novos ataques.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/ataques-houthis-ameacam-petroleo-saudita-e-podem-elevar-precos-nos-eua/

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