A manifestação realizada no domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo, em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chamou a atenção de veículos da imprensa internacional. A cobertura destacou a mobilização como um esforço do petista para ganhar fôlego na disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que encerrou o primeiro turno em vantagem com 47,03% dos votos válidos, superando os 45,16% de Lula — uma diferença de 1,87 ponto percentual. Os meios estrangeiros apontaram o ato como parte de uma corrida contra o tempo antes do segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro, visando reverter o resultado e ampliar a base de apoio.
A agência de notícias Reuters registrou as agendas dos dois presidenciáveis em São Paulo no mesmo dia. Enquanto Flávio Bolsonaro buscou consolidar alianças políticas ao se reunir com autoridades locais e com o governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lula marcou presença em um grande ato na Avenida Paulista. Conforme a reportagem, o presidente assumiu o compromisso de intensificar a atuação federal na segurança pública, apontada como uma das maiores preocupações dos eleitores, além de apelar pela mobilização de jovens e idosos para o comparecimento às urnas na etapa final.
Para a Reuters, a simultaneidade dos eventos evidenciou a polarização política e o peso decisivo da reta final da campanha. O jornal espanhol El País classificou a manifestação como uma investida de Lula para reanimar sua candidatura após o desempenho desfavorável na fase inicial. Em sua edição de domingo, o periódico qualificou a concentração como uma “maré vermelha”, fazendo menção à cor símbolo do Partido dos Trabalhadores.
O diário espanhol pontuou a presença de jovens e da comunidade LGBTQIA+, associando o evento à estratégia da esquerda na defesa democrática frente ao avanço do bolsonarismo, além de enfatizar a urgência de atrair eleitores que se abstiveram no primeiro pleito. Faltando menos de duas semanas para o segundo turno, o ato foi interpretado pelo jornal como uma manobra para recuperar espaço na corrida ao Palácio do Planalto.
Por sua vez, a agência espanhola EFE cobriu o evento ressaltando a mobilização da militância em prol de Lula na capital paulista. A cobertura descreveu a concentração como uma tentativa da esquerda de dar impulso à campanha presidencial diante da liderança numérica de Flávio Bolsonaro, destacando a atmosfera festiva repleta de simpatizantes vestidos de vermelho e gritos de ordem contrários à direita e favoráveis ao atual presidente.
