O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, afirmou nesta terça-feira, 22, que considera “falido” o modelo econômico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também o do senador Flávio Bolsonaro. A declaração foi dada durante sabatina no programa Veja em Foco, conduzida por Marcela Rahal, com a participação do colunista de Radar, Robson Bonin, e do editor de Política de VEJA, José Benedito da Silva.
Questionado sobre um eventual segundo turno sem a sua presença, Cury descartou apoiar qualquer um dos dois adversários e comparou os projetos políticos de ambos. “O modelo econômico de Lula está falido. O modelo de Flávio Bolsonaro também. Se o pai perdeu, o filho também vai perder”, declarou, acrescentando que pretende chegar ao segundo turno para enfrentar Lula diretamente. “Eu quero o Lula no segundo turno, porque nós vamos aposentá-lo. Eu vou aposentar o Lula porque eu vou ser presidente do Brasil”, afirmou.
O candidato também criticou especificamente a gestão de Lula. Segundo Cury, o primeiro governo petista adotou uma postura diferente na economia, atribuída à presença de Henrique Meirelles e a um “choque de responsabilidade fiscal”, mas avaliou que o modelo se deteriorou posteriormente. Em relação a Flávio Bolsonaro, Cury citou a chamada “planilha do Dark Horse”, cobrando explicações sobre os gastos do projeto. Ele ainda questionou a experiência empresarial e no setor agrícola dos dois adversários: “Como é que pode ele, que nunca plantou uma horta, que ele defina o futuro da agricultura, bem como Lula, que nunca plantou uma horta e definiu o futuro da agricultura?”
Tentando romper com a polarização entre os dois grupos, Cury afirmou que sua candidatura pretende convocar especialistas da nação para governar e estabelecer um pacto social, em vez de firmar acordos políticos tradicionais com deputados. O candidato também defendeu que presidentes e ocupantes de cargos eletivos sejam vistos como empregados da sociedade.
