O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) criticou o reajuste do Bolsa Família promovido pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante um debate presidencial realizado nesta sexta-feira (18.set.2026), promovido pelo Metrópoles, pelo podcast Inteligência Ltda. e pelo G4, Cury afirmou que o momento escolhido para a alteração configura o uso da situação dos beneficiários para a obtenção de votos.
O candidato reconheceu a importância do auxílio, mas questionou a proximidade da medida com o pleito eleitoral. "Por que aumentar logo em seguida, sabe? A duas semanas da eleição? É usar a dor dos outros para ganhar uma cadeira de presidente. Isso é uma irresponsabilidade", declarou. Cury também questionou o motivo de o valor não ter sido elevado anteriormente e por que o reajuste não foi maior, sugerindo que os beneficiários deveriam receber ao menos o dobro do acréscimo anunciado, que foi de R$ 90, e mencionando a possibilidade de o patamar chegar a R$ 900.
O reajuste em questão foi anunciado pelo governo em 17 de setembro, estabelecendo um acréscimo de 15,04%. Com a medida, o piso do programa passou de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio subiu de R$ 675 para R$ 777, com pagamentos programados para iniciar na folha de outubro.
Visita à Rocinha e críticas a Lula
Durante o encontro, que ocorreu em São Paulo e contou com a presença de Romeu Zema (Novo), Augusto Cury e Samara Martins (UP), o candidato do Avante mencionou uma visita feita à favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. A convite de líderes comunitários, Cury afirmou que sua intenção na comunidade não era pedir votos, mas ouvir os moradores. Segundo ele, é uma irresponsabilidade que um presidente utilize a vulnerabilidade da população para tal fim, classificando a atitude de Lula como eleitoreira.
Banco Master e corrupção
Em outro momento do debate, que abordou temas como corrupção, economia, educação, segurança pública, relações de trabalho e a atuação do Supremo Tribunal Federal, Cury citou o caso envolvendo o Banco Master. O candidato afirmou que Lula e Flávio Bolsonaro (PL) deveriam estar presentes para responder sobre o episódio, apontando o que chamou de promiscuidade com a instituição financeira. Sobre o combate à corrupção, Cury defendeu que o uso de novas ferramentas tecnológicas deve servir para equipar as polícias e os auditores, e não para substituí-los.
