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Augusto Cury critica reajuste do Bolsa Família e acusa Lula de uso eleitoreiro

Durante debate, o candidato Augusto Cury (Avante) criticou o reajuste do Bolsa Família feito pelo governo Lula e apontou uso eleitoreiro da medida.

Redação•18 de set. de 2026, 23:49
Augusto Cury critica reajuste do Bolsa Família e acusa Lula de uso eleitoreiro
Imagem: site

Augusto Cury critica reajuste do Bolsa Família e acusa Lula de uso eleitoreiro

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O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) criticou o reajuste do Bolsa Família promovido pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante um debate presidencial realizado nesta sexta-feira (18.set.2026), promovido pelo Metrópoles, pelo podcast Inteligência Ltda. e pelo G4, Cury afirmou que o momento escolhido para a alteração configura o uso da situação dos beneficiários para a obtenção de votos.

O candidato reconheceu a importância do auxílio, mas questionou a proximidade da medida com o pleito eleitoral. "Por que aumentar logo em seguida, sabe? A duas semanas da eleição? É usar a dor dos outros para ganhar uma cadeira de presidente. Isso é uma irresponsabilidade", declarou. Cury também questionou o motivo de o valor não ter sido elevado anteriormente e por que o reajuste não foi maior, sugerindo que os beneficiários deveriam receber ao menos o dobro do acréscimo anunciado, que foi de R$ 90, e mencionando a possibilidade de o patamar chegar a R$ 900.

O reajuste em questão foi anunciado pelo governo em 17 de setembro, estabelecendo um acréscimo de 15,04%. Com a medida, o piso do programa passou de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio subiu de R$ 675 para R$ 777, com pagamentos programados para iniciar na folha de outubro.

Visita à Rocinha e críticas a Lula

Durante o encontro, que ocorreu em São Paulo e contou com a presença de Romeu Zema (Novo), Augusto Cury e Samara Martins (UP), o candidato do Avante mencionou uma visita feita à favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. A convite de líderes comunitários, Cury afirmou que sua intenção na comunidade não era pedir votos, mas ouvir os moradores. Segundo ele, é uma irresponsabilidade que um presidente utilize a vulnerabilidade da população para tal fim, classificando a atitude de Lula como eleitoreira.

Banco Master e corrupção

Em outro momento do debate, que abordou temas como corrupção, economia, educação, segurança pública, relações de trabalho e a atuação do Supremo Tribunal Federal, Cury citou o caso envolvendo o Banco Master. O candidato afirmou que Lula e Flávio Bolsonaro (PL) deveriam estar presentes para responder sobre o episódio, apontando o que chamou de promiscuidade com a instituição financeira. Sobre o combate à corrupção, Cury defendeu que o uso de novas ferramentas tecnológicas deve servir para equipar as polícias e os auditores, e não para substituí-los.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/cury-diz-que-lula-usa-a-dor-dos-outros-com-reajuste-do-bolsa-familia/

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