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Política

Ausência de segundo turno em estados pode impactar eleição presidencial

Especialista aponta que a falta de votação para governador em 21 estados pode alterar a abstenção e o resultado entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Redação•08 de out. de 2026, 22:30
Ausência de segundo turno em estados pode impactar eleição presidencial
Imagem: site

Ausência de segundo turno em estados pode impactar eleição presidencial

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A falta de disputas estaduais no segundo turno em grande parte do país pode influenciar o desfecho da corrida presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A avaliação foi feita por Marcelo Tokarski, CEO do instituto de pesquisa Nexus, durante participação no programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal.

Segundo o especialista, a ausência de uma eleição para governador em grande parte do território nacional obriga milhões de eleitores a irem às urnas exclusivamente para votar para presidente. Caso a vitória de Douglas Ruas (PL) no primeiro turno para o governo do Rio de Janeiro seja confirmada, 21 das 27 unidades da Federação não terão votação estadual no dia 25 de outubro. Isso representa cerca de 92% do eleitorado brasileiro, impondo um novo desafio de mobilização para as campanhas.

Impacto na abstenção eleitoral

Tokarski alertou que a falta de candidatos estaduais mobilizando bases pode afetar o comparecimento às urnas, elevando a abstenção, que já atingiu patamares recordes no primeiro turno, ultrapassando levemente os 21%.

  • Distribuição regional: A abstenção costuma ser maior entre eleitores de menor renda e menor escolaridade, público onde Lula tem maior apoio. No Nordeste, principal reduto do petista, cerca de 8 milhões de eleitores não votaram no primeiro turno.
  • Cenário em São Paulo: No estado paulista, onde Flávio Bolsonaro obteve mais votos, a abstenção superou 22% no primeiro turno. Um aumento na participação nesse colégio eleitoral poderia, em tese, beneficiar o candidato do PL.

Simulação do peso da abstenção

De acordo com os cálculos apresentados pelo CEO da Nexus, cada ponto percentual de abstenção equivale a aproximadamente 1,6 milhão de eleitores. Uma redução de dois pontos percentuais — passando de cerca de 21% para 19% — poderia adicionar cerca de 3,2 milhões de votos válidos ao segundo turno.

Esse total seria superior à diferença de aproximadamente 2,2 milhões de votos que separou Flávio Bolsonaro e Lula na primeira etapa. No entanto, o especialista ressalta que o efeito não é automático, pois os votos adicionais seriam divididos entre os concorrentes, tornando decisiva a região onde ocorrer a mobilização.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/sem-2o-turno-no-seu-estado-isso-pode-alterar-o-resultado-da-eleicao-para-presidente/

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