Os avanços recentes dos Houthis, grupo apoiado pelo Irã, incluíram a tomada de uma ilha estrategicamente importante no Mar Vermelho, gerando novas preocupações na região afetada pela guerra entre os Estados Unidos e o Irã e agravando uma crise energética global. Apesar da situação, nem os EUA nem a Arábia Saudita possuem um plano claro para conter o grupo rebelde iemenita, que busca assumir o controle do estreito de Bab al-Mandeb.
O governo de Donald Trump sinalizou desinteresse em utilizar as Forças Armadas dos EUA em ataques cinéticos contra os Houthis, limitando o apoio militar americano ao fornecimento de inteligência e dados de alvos para os ataques sauditas. A administração americana designou os Houthis como Organização Terrorista Estrangeira em março de 2025. O presidente Trump afirmou publicamente que os Houthis entraram em contato para dizer que não desejam lutar contra os EUA e preferem que o país não se envolva.
A Arábia Saudita, principal aliada dos EUA na região, não conseguiu impedir eficazmente que os Houthis tomassem importantes cidades costeiras do Iêmen, mesmo com o apoio de inteligência fornecido por Washington. O príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman conversou duas vezes com Trump na semana passada para solicitar ataques americanos contra o grupo, mas o pedido foi rejeitado. Fontes indicam que os EUA consolidaram um cessar-fogo com os Houthis durante uma reunião em Omã.
Especialistas e ex-diplomatas apontam que as fragilidades das forças iemenitas apoiadas pela Arábia Saudita eram conhecidas e que o grupo rebelde se fortaleceu significativamente com o treinamento da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC). A escalada dos combates também afetou negociações diplomáticas, resultando no cancelamento de uma reunião entre países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) e o Irã devido a divergências sobre o Estreito de Ormuz.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/avancos-dos-houthis-preocupam-mas-eua-evitam-intervir/
