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Baixa visibilidade no Amazonas atrapalha voos contra incêndios

A fumaça intensa das queimadas no Amazonas reduziu a visibilidade e dificultou a operação de aeronaves no combate aos incêndios florestais, segundo o Ibama.

Redação•17 de out. de 2026, 22:30
Baixa visibilidade no Amazonas atrapalha voos contra incêndios
Imagem: site

Baixa visibilidade no Amazonas atrapalha voos contra incêndios

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A fumaça decorrente das queimadas no Amazonas resultou em péssima qualidade do ar, o que prejudicou a atuação de aeronaves no combate aos focos de incêndio florestal no estado. A confirmação foi divulgada no sábado (17) pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

Segundo o órgão, quatro helicópteros que transportavam brigadistas e equipamentos, além de realizarem lançamentos de água, sobrevoaram a região, mas não conseguiram concluir suas missões devido à falta de visibilidade, apontada como o principal obstáculo para as equipes. Por outro lado, seis aviões modelo Air Tractor conseguiram efetuar lançamentos na área, mesmo enfrentando interferências.

O Ibama também informou que um avião KC-390, de transporte militar multimissão utilizado em missões táticas, logísticas, reabastecimento em voo e combate a chamas, voltará a operar tão logo sua manutenção seja finalizada.

Conforme explicou o instituto, as aeronaves que operam sob regras de voo visual (VFR) precisam cumprir requisitos mínimos de visibilidade que podem atingir 5.000 metros, embora operações sob VFR especial permitam mínimos menores conforme as regras aplicáveis. Abaixo de tais limites, os voos são interrompidos por motivos de segurança da tripulação e para prevenir paralisações prolongadas.

Ampliação do combate aos incêndios

O Governo Federal comunicou, no sábado (17), a expansão das medidas de enfrentamento aos incêndios florestais no Amazonas, incluindo o envio de mais aeronaves, a mobilização de forças de segurança e das Forças Armadas, a ampliação da estrutura de saúde e o repasse de recursos para ações emergenciais.

Entre as iniciativas estão a inclusão de cinco novas aeronaves, elevando o total de 11 para 16 unidades nas operações, a instalação de uma nova base centralizada da Força Nacional do SUS em Manaus e a destinação de R$ 14 milhões para assistência humanitária e a contratação de duas aeronaves.

Os reforços aéreos incluem um segundo avião KC-390, com capacidade para descarregar até 19 mil litros de água por viagem, que se juntará ao primeiro KC-390 já empregado, cujo limite de lançamento é de 12 mil litros.

Impactos em Manaus e dados de queimadas

Nos primeiros 17 dias de outubro, o Amazonas contabilizou 1.892 focos de incêndio, conforme dados do Painel do Fogo do Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), órgão do Ministério da Defesa focado no monitoramento de queimadas.

Há aproximadamente dez dias, a capital Manaus permanece encoberta por fumaça em decorrência de incêndios em municípios do interior, em especial nas zonas Leste e Metropolitana, além de outros estados. Na faixa entre 7h e 8h de sábado (17), o índice de qualidade do ar na capital atingiu 693 pontos, patamar classificado como “perigoso” pela plataforma internacional IQAir, fazendo com que Manaus liderasse o ranking de cidades mais poluídas do país ao término do dia.

A Defesa Civil também qualificou o ar como péssimo no mesmo dia, registrando às 6h30 uma concentração média de partículas finas (MP2,5) de 401,4 µg/m³. Diante do cenário, a Prefeitura de Manaus emitiu recomendações nas redes sociais para que os moradores permaneçam em residências e reportem focos de incêndio à ouvidoria do Ministério Público do Amazonas ou à guarda municipal.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/norte/baixa-visibilidade-no-amazonas-impacta-voos-de-combate-a-incendios/

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