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Economia

Balança comercial registra superávit de US$ 7,7 bilhões em setembro com alta expressiva

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,7 bilhões em setembro, alta de 146,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

Redação•06 de out. de 2026, 21:36
Balança comercial registra superávit de US$ 7,7 bilhões em setembro com alta expressiva
Imagem: site

Balança comercial registra superávit de US$ 7,7 bilhões em setembro com alta expressiva

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A balança comercial brasileira fechou o mês de setembro com um superávit de US$ 7,7 bilhões, conforme divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em uma terça-feira (6). O resultado positivo representa um crescimento de 146,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o saldo positivo havia sido de US$ 3,1 bilhões.

De acordo com os dados apresentados pelo governo, o desempenho de setembro foi impulsionado por exportações que somaram US$ 34,4 bilhões, registrando um acréscimo de 12,9%. Em contrapartida, as importações totalizaram US$ 26,7 bilhões, o que representou uma retração de 2,4%.

Entre os principais produtos exportados pelo país no mês, destacaram-se:

  • Óleos brutos de petróleo: US$ 2,83 bilhões, com alta de 77,3%
  • Soja: US$ 0,37 bilhão, com aumento de 11,9%
  • Café não torrado: US$ 0,10 bilhão, com alta de 8,7%
  • Centeio, aveia e outros cereais não moídos: US$ 0,13 bilhão, com alta de 31.239,5%

Mercados consumidores e comércio internacional

Nas trocas comerciais com os Estados Unidos, o Brasil obteve resultados em ambas as vias: as exportações totalizaram US$ 3,5 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 4,4 bilhões.

O panorama dos principais mercados consumidores em setembro revelou variações geográficas:

  • China: recuo de 7,6%, atingindo US$ 7,89 bilhões, impacto associado principalmente à carne bovina
  • União Europeia: alta de 46,4%, somando US$ 5,8 bilhões (com dados gerais de exportações para o bloco alcançando US$ 6,95 bilhões, uma alta de 60,1% frente ao ano anterior)
  • Estados Unidos: alta de 31,9%, atingindo US$ 3,5 bilhões
  • Mercosul: queda de 16,3%, registrando US$ 2,081 bilhões
  • Asean: alta de 0,7%, somando US$ 2,302 bilhões
  • África: alta de 5,2%, alcançando US$ 1,405 bilhão
  • Oriente Médio: recuo de 4,8%, somando US$ 1,640 bilhão
  • México: alta de 22,9%, registrando US$ 902 milhões

O recuo nas vendas para a China foi influenciado fortemente pela queda de 93,5% na comercialização de carne bovina. Autoridades chinesas instituíram tarifas adicionais no final de 2025 para resguardar produtores locais da concorrência de carnes mais baratas. A cota brasileira de vendas sem sobretaxa, fixada em 1,106 milhão de toneladas para o ano atual, já foi atingida, e a projeção indica esgotamento antecipado do limite ampliado para 1,128 milhão de toneladas em 2027.

Acumulado do ano e revisão de projeções

No acumulado dos primeiros nove meses do ano, a balança comercial acumula um superávit de US$ 62,4 bilhões. As exportações somaram US$ 284,65 bilhões (alta de 10,4% pela média diária), enquanto as importações atingiram US$ 222,26 bilhões (alta de 5% pela média diária) em comparação ao mesmo período de 2025.

Apesar do desempenho, o MDIC revisou para baixo a projeção oficial para o saldo da balança comercial de 2026, passando de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões. O diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Alves Brandão, explicou que a estimativa anterior considerava a alta de preços internacionais decorrente de fatores como o conflito entre Irã e Estados Unidos em fevereiro, que elevou o valor do petróleo e derivados. Com o arrefecimento dos preços nos meses seguintes, a projeção foi ajustada, embora o governo ainda aguarde um resultado recorde.

Fonte: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/10/06/balanca-comercial-tem-superavit-de-us-77-bilhoes-em-setembro-alta-de-146percent.ghtml

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