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Economia

Banco Central da Holanda retira ouro dos EUA por instabilidade geopolítica

O Banco Central da Holanda transferiu mais de 78 toneladas de ouro dos EUA para Londres, alegando aumento da instabilidade geopolítica. A decisão busca fortalecer a segurança das reservas e melhorar a liquidez do metal, que já superou títulos públicos americanos como maior ativo de reserva global. Saiba mais.

Redação•03 de set. de 2026, 13:32
Banco Central da Holanda retira ouro dos EUA por instabilidade geopolítica
Imagem: site

Banco Central da Holanda retira ouro dos EUA por instabilidade geopolítica

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O Banco Central da Holanda (DNB) anunciou a transferência de mais de 78 toneladas de ouro de Nova York para Londres, além de sete toneladas removidas de Ottawa, no Canadá. A decisão, motivada pelo aumento da instabilidade geopolítica internacional, busca fortalecer a "preparação para crises" por meio de uma distribuição mais equilibrada das reservas entre diferentes jurisdições.

Motivações e estratégia

Segundo o presidente do BC holandês, Olaf Sleijpen, a movimentação melhorou a liquidez das reservas de ouro do país. Londres foi escolhida por ser o maior centro mundial de negociação física do metal, com volume superior a US$ 900 bilhões movimentados semanalmente. O ouro depositado no Banco da Inglaterra atende a padrões internacionais de comércio e é considerado o mais facilmente negociável do mundo, segundo a instituição.

Apenas 27 toneladas foram fisicamente transportadas dos EUA e Canadá para a Europa. O restante foi vendido nas Américas, estratégia semelhante à adotada pela França, que teria gerado um lucro de € 11 bilhões na operação.

Contexto global e reações

A iniciativa holandesa segue o exemplo da França, que retirou a totalidade de seu ouro do Federal Reserve de Nova York entre julho de 2025 e janeiro de 2026. O movimento ocorre em meio a uma alta histórica nos preços do ouro, que subiu 25% nos últimos 12 meses. Segundo dados do Banco Central Europeu, o ouro já superou os títulos públicos americanos como o maior ativo de reserva do mundo.

Nem todos os bancos centrais europeus seguem a mesma linha. O Bundesbank, que detém a segunda maior reserva de ouro do mundo, repatriou metade de seus ativos em 2013, mas ainda mantém cerca de um terço de suas reservas em Nova York. O presidente do Bundesbank, Joachim Nagel, afirmou em maio que os EUA teriam mais a perder caso colocassem em risco o status legal especial concedido ao metal.

Fonte: https://veja.abril.com.br/economia/tensao-geopolitica-faz-banco-central-da-holanda-retirar-ouro-dos-eua/

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