O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, afirmou em entrevista exclusiva à CNN Brasil nesta sexta-feira (25) que o clube carioca pode enfrentar um impacto financeiro severo caso ocorra a proibição de apostas esportivas, as chamadas bets, no país. Segundo o dirigente, a estimativa de prejuízo imediato de receita para o próximo ano gira entre R$ 400 milhões e R$ 430 milhões.
Durante a entrevista, Bap destacou que a situação traria consequências negativas para toda a estrutura da instituição. “Isso traria impactos desastrosos para o Flamengo como um todo, não só no futebol, mas também nos esportes olímpicos. A gente estima que as perdas imediatas de receita para o ano que vem sejam de R$ 400 milhões a R$ 430 milhões e, sem um preparo prévio, é absolutamente impossível que você consiga estancar essa sangria”, declarou.
Mais cedo, o Rubro-Negro divulgou uma nota oficial com críticas à decisão governamental, argumentando que o setor não será encerrado por meio de uma determinação repentina.
Contexto da Medida Provisória
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que pretende publicar uma Medida Provisória (MP) voltada para o setor das apostas, embora o conteúdo definitivo da norma ainda não tenha sido detalhado. Entre os cenários avaliados estão a possibilidade de veto total ou parcial, o que pode incluir a desativação de cassinos online e a proibição de campanhas publicitárias associadas à atividade.
Uma Medida Provisória possui força legal imediata assim que é veiculada no Diário Oficial da União (DOU). A partir disso, órgãos reguladores ganham autonomia para ordenar a desativação de plataformas e aplicativos, além de bloquear movimentações financeiras. Com isso, contratos de patrocínio vigentes seriam interrompidos e classificados como ilegais.
O texto da MP tem vigência limitada a um prazo máximo de 120 dias, período em que o Congresso Nacional precisa analisar e aprovar a matéria para que ela se torne definitiva; caso contrário, as regras anteriores voltam a valer. Diante do cenário, entidades representativas do setor, como o Instituto Brasileiro do Jogo Responsável, já sinalizaram a intenção de recorrer à Justiça caso a proibição seja efetivada.
