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Bastidores de Lula registram tensão e fogo amigo na reta final

A reta final da campanha de reeleição de Lula enfrenta tensão interna, críticas ao marketing e cobranças por mudanças estratégicas.

Redação•18 de set. de 2026, 23:33
Bastidores de Lula registram tensão e fogo amigo na reta final
Imagem: site

Bastidores de Lula registram tensão e fogo amigo na reta final

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A reta final da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição tem sido marcada por um ambiente de forte tensão e pelo aumento do chamado “fogo amigo” entre aliados. A tendência de alta de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas tem alimentado disputas internas e intensificado críticas entre diferentes alas da campanha petista.

De acordo com apuração da analista de política Clarissa Oliveira, a situação difere das projeções iniciais. Havia uma expectativa de que o presidente chegasse a esta etapa da disputa com uma vantagem superior sobre o adversário. A analista classificou o cenário como extremamente preocupante para o presidente.

Insatisfação com a comunicação e o marketing

Setores do PT têm manifestado forte reação à condução da campanha, especialmente na área de marketing. Há um movimento interno de busca por culpados. As críticas direcionam-se à gestão da comunicação social do governo comandada por Sidônio Palmeira, ministro que coordena grande parte da campanha e alocou Raul Rabelo, figura de sua confiança, para atuar no processo.

Entre as queixas, aponta-se que a campanha dedicou tempo excessivo a discussões sobre Donald Trump, em vez de focar no diálogo direto com o próprio eleitorado. A avaliação interna indica falha em estabelecer uma estratégia para motivar o eleitor mais pobre a manter o voto em Lula e atrair novos apoiadores na mesma faixa, além da ausência de fatos que incentivem o eleitorado a puxar votos para o presidente.

Mudança de estratégia e novas propostas

Para conturbar o cenário, uma virada de estratégia passou a ser adotada. O reajuste do Bolsa Família foi apontado como o primeiro passo para demonstrar maior atenção à realidade concreta dos eleitores. Outra medida mencionada foi a proposta levantada por Lula para garantir o fornecimento das chamadas “canetas emagrecedoras” pelo SUS.

Apesar de não formalizar um anúncio ou promessa concreta, Lula declarou textualmente que o produto seria oferecido pelo sistema público de saúde em sua gestão. Segundo Clarissa Oliveira, a medida já era idealizada no governo, mas não havia avançado. A analista acrescentou que a pressão é ampliada pela postura da campanha adversária, que adota um tom agressivo ao expor problemas da gestão petista e explorar fragilidades junto ao eleitorado de baixa renda.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/clima-de-tensao-e-fogo-amigo-crescem-nos-bastidores-do-time-de-lula/

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