Caminhada pelo interior de Pernambuco
Na terça-feira, 8, o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), participou da procissão de Nossa Senhora da Penha, em Serra Talhada, no sertão pernambucano. Acompanhado pela prefeita Márcia Conrado, o candidato destacou a fé e anunciou, em um vídeo com pacientes oncológicos, a descentralização do atendimento de saúde para regiões como Caruaru e Vale do São Francisco, além de um centro de tratamento no Hospital Eduardo Campos.
Desafios políticos e a força de Raquel Lyra
A presença no interior é estratégica para Campos, que busca replicar o histórico de seu pai, Eduardo Campos, e seu bisavô, Miguel Arraes. Contudo, ele enfrenta a governadora Raquel Lyra (PSD), que fortaleceu sua base ao migrar para o PSD, partido que agora conta com 40% das prefeituras do estado. A aprovação de 68% da governadora, segundo a Quaest, tem impulsionado sua virada nas pesquisas, onde Campos viu sua vantagem inicial ser reduzida.
Fatores de influência na disputa
Campos, considerado um nome forte da esquerda para a sucessão de Lula, sofre com a perda de visibilidade após renunciar ao cargo em abril e a uma redução no alcance de suas redes sociais. Já Raquel Lyra mantém o controle da máquina estadual e uma postura independente que atrai eleitores de diversos espectros, inclusive lulistas. A cientista política Priscila Lapa aponta que a popularidade de ambos como aliados do presidente Lula favorece a tendência de continuidade representada por Raquel.
O peso do clã Arraes
O desafio final de Campos é equilibrar sua imagem de modernidade com a herança política do clã Arraes, que governou o estado por sete mandatos. O desfecho desta disputa eleitoral, que coloca o jovem líder socialista contra a governadora em exercício, será determinante para definir o futuro e o peso político de João Campos na cena nacional.
