NewsHub
Mundo

Benjamin Netanyahu critica concessão do Nobel da Paz a ex-juíza que apontou genocídio em Gaza

Primeiro-ministro de Israel reagiu à entrega do Nobel da Paz de 2026 a Navi Pillay, ex-juíza da ONU que presidiu inquérito sobre Gaza.

Redação•09 de out. de 2026, 16:11
Benjamin Netanyahu critica concessão do Nobel da Paz a ex-juíza que apontou genocídio em Gaza
Imagem: site

Benjamin Netanyahu critica concessão do Nobel da Paz a ex-juíza que apontou genocídio em Gaza

Ouça esta matéria em voz alta

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, manifestou fortes críticas à concessão do Nobel da Paz de 2026 à jurista sul-africana Navi Pillay. A homenageada presidiu a comissão de inquérito da Organização das Nações Unidas (ONU) que concluiu que Israel cometeu genocídio na Faixa de Gaza.

Em postagem realizada em uma rede social na sexta-feira, 9, Netanyahu declarou que o comitê do Nobel perdeu sua bússola moral. O premiê acusou Pillay de propagar mentiras e afirmou que a honraria foi concedida a uma pessoa preconceituosa, responsável por criar e difundir calúnias de sangue contra o Estado judeu.

Navi Pillay liderou a Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre os Territórios Palestinos Ocupados. Em setembro de 2025, o colegiado apontou que a campanha militar israelense envolveu a destruição de infraestruturas essenciais, fome e o deslocamento forçado de civis, configurando uma estratégia para inviabilizar a vida palestina na região. O governo de Israel rejeita as acusações e sustenta que suas ações militares visam combater o Hamas.

Na mesma manifestação, Netanyahu criticou Karim Khan, procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI), apontando que ele utilizou as conclusões da comissão de Pillay para estruturar um caso judicial contra Israel. Khan enfrentou denúncias de assédio sexual e conduta imprópria feitas por funcionárias da corte, acusações que ele nega.

Em outra postagem, o primeiro-ministro israelense elogiou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, devido à imposição de sanções ao TPI. Na visão de Netanyahu, o tribunal não atua como uma corte jurídica, mas sim como um organismo político que ameaça democracias e a soberania nacional.

O cenário ocorre sob forte pressão internacional sobre as ações militares de Israel. Durante a apresentação do relatório à Assembleia Geral da ONU em 2025, Pillay declarou que as medidas adotadas pelo governo israelense indicavam a destruição sistemática da vida palestina em Gaza. Em discurso na ONU no mês passado, Netanyahu classificou as acusações de genocídio como a maior mentira do século.

A comissão liderada pela jurista sul-africana recomendou medidas de responsabilização internacional e o fim do envio de armas para Israel. Em contrapartida, autoridades israelenses classificam o órgão como parcial e acusá-o de conduzir uma campanha voltada a deslegitimar o país.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/as-criticas-de-netanyahu-apos-nobel-a-ex-juiza-que-denunciou-genocidio-em-gaza/

Compartilhar