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Bessent e vice-premiê chinês debatem acordo de IA, tarifas e minerais

Secretário do Tesouro dos EUA e vice-premiê chinês reúnem-se para negociar acordos sobre inteligência artificial, comércio e minerais críticos.

Redação•20 de set. de 2026, 07:43
Bessent e vice-premiê chinês debatem acordo de IA, tarifas e minerais
Imagem: site

Bessent e vice-premiê chinês debatem acordo de IA, tarifas e minerais

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O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, têm encontro marcado para o domingo (20) com o objetivo de buscar um entendimento sobre inteligência artificial, tarifas comerciais e minerais críticos. As conversas antecedem a cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, que ocorre nesta semana em Washington.

A reunião está programada para iniciar por volta das 11h30 (horário de Brasília) na sede do JP Morgan Chase, em Manhattan, com previsão de durar o dia todo. O encontro também contará com a participação do Representante Comercial dos EUA (USTR), Jamieson Greer.

Entre os principais tópicos em pauta estão o status da trégua comercial entre americanos e chineses, com término previsto para 10 de novembro, e o fluxo de minerais críticos e ímãs de terras raras da China, avaliado por autoridades dos EUA como insuficiente. As negociações também abordarão medidas de proteção para a inteligência artificial, impulsionadas por relatos de falhas de segurança importantes em modelos da tecnologia.

Analistas apontam que o desdobramento mais provável do encontro seja a formalização de medidas pontuais para sinalizar a preservação da estabilidade na delicada relação comercial entre as nações. Segundo Anna Ashton, especialista em comércio com a China e fundadora da Ashton Intelligence, a expectativa de ambos os lados aponta para a manutenção do status quo.

As discussões retomam pendências do encontro realizado em maio, em Pequim, que envolvem esforços para reduzir tarifas sobre mercadorias não estratégicas. Na ocasião, a China assumiu compromissos de elevar em US$ 17 bilhões anuais as compras de produtos agrícolas americanos e de adquirir mais de 200 aeronaves da Boeing.

Histórico de negociações e cenário tarifário

O encontro em Manhattan segue uma dinâmica mantida nos últimos 16 meses, período em que Bessent, He e Greer se reuniram em cidades asiáticas e europeias para preparar bases para entendimentos entre Trump e Xi. Os esforços incluíram a trégua firmada em novembro de 2025, em Busan, na Coreia do Sul, que limitou as tarifas do segundo mandato de Trump a cerca de 20% sobre produtos chineses.

Anteriormente, taxas aplicadas sob leis de emergências nacionais — incluindo cobranças relacionadas ao fentanil — haviam sido anuladas pela Suprema Corte dos EUA. Posteriormente, a gestão de Donald Trump restabeleceu uma taxa de 12,5% sobre artigos chineses com base em alegações de trabalho forçado, enquanto finaliza outra investigação voltada a conter o excesso de capacidade industrial na China.

Em troca, Pequim havia se comprometido a normalizar o envio de minerais críticos. Um alto funcionário dos EUA declarou na sexta-feira (18), no entanto, que o desempenho chinês nessa frente não tem sido satisfatório.

Inteligência Artificial e investimentos

Como potências no desenvolvimento e na adoção global de inteligência artificial, os EUA e a China tratam o tema como eixo central das negociações. As terras raras assumem relevância por serem indispensáveis na fabricação de semicondutores avançados que sustentam os sistemas de IA.

Scott Bessent indicou que as conversas devem abranger modelos de peso aberto e fechado. Enquanto modelos de código aberto da China ganham espaço pelo custo reduzido frente às ferramentas de código fechado de empresas norte-americanas como Anthropic e OpenAI, Bessent defendeu a criação de mecanismos conjuntos de salvaguarda para evitar o uso de tecnologias poderosas por atores não estatais mal-intencionados.

No campo comercial e de investimentos, os dois países iniciaram discussões em maio por meio de um Conselho de Comércio para flexibilizar tarifas sobre bens não estratégicos. A Reuters informou que o governo norte-americano prepara regras que devem autorizar empresas farmacêuticas dos EUA a investir em medicamentos chineses e firmar acordos de licenciamento.

O Ministério do Comércio da China comunicou no sábado (19) que He Lifeng liderará uma delegação de empresários aos Estados Unidos para consultas econômicas antes da cúpula. O movimento ocorre em meio a debates regulatórios sobre investimentos industriais e restrições a veículos estrangeiros defendidas por grupos do setor automotivo norte-americano.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/macroeconomia/bessent-e-china-devem-se-reunir-por-acordo-de-ia-comercio-e-minerais/

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