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Economia

Bioinsumos ganham protagonismo na estratégia brasileira de produção agrícola

Bioinsumos ganham importância estratégica na agricultura brasileira para reduzir a forte dependência de insumos importados e ampliar a soberania produtiva.

Redação•30 de set. de 2026, 17:30
Bioinsumos ganham protagonismo na estratégia brasileira de produção agrícola
Imagem: site

Bioinsumos ganham protagonismo na estratégia brasileira de produção agrícola

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O Brasil enfrenta um cenário desafiador em relação à dependência de insumos agrícolas, importando mais de 90% dos fertilizantes que consome. Essa alta dependência externa expõe o produtor rural a variações cambiais, restrições comerciais, oscilações de preços, problemas logísticos e mudanças no mercado internacional. Embora o mercado de defensivos agrícolas não tenha registrado crises de abastecimento com a mesma dimensão dos fertilizantes, o setor também apresenta forte dependência do exterior.

Para reduzir essa vulnerabilidade, o país precisa diversificar fornecedores, aprimorar a produção nacional e desenvolver alternativas para a proteção e nutrição das plantas. É nesse cenário que os bioinsumos assumem um papel estratégico, oferecendo tecnologias biológicas capazes de complementar os fertilizantes convencionais, aumentar a eficiência de nutrientes e diminuir a dependência de tecnologias importadas, adaptando-se às condições tropicais.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o tema dos bioinsumos deve ser tratado como parte de uma estratégia ampla de soberania, competitividade e segurança de abastecimento. Maciel Silva, diretor técnico adjunto da CNA, destaca que os fatores externos fogem ao controle do produtor. A crise histórica de fertilizantes evidencia que a ausência de uma estratégia de Estado gera impactos que ultrapassam a porteira das fazendas, pressionando a renda, elevando custos de produção, reduzindo a produtividade e encarecendo os alimentos para o consumidor final, o que gera pressão sobre a inflação.

Evolução tecnológica e desafios regulatórios

As fronteiras entre fertilizantes tradicionais e biotecnologias tornam-se menos rígidas com a evolução do setor. A próxima geração de inovações agrícolas deve integrar melhoramento genético, microbiologia e nutrição mineral. Contudo, a CNA aponta que a regulamentação precisa acompanhar essa transformação sem aplicar regras de controle fitossanitário de forma automática a todas as tecnologias biológicas.

Para Silva, a exigência legal deve ser proporcional aos riscos e à finalidade de cada produto, resguardando a saúde humana e o meio ambiente sem criar barreiras desnecessárias que possam atrasar lançamentos ou elevar custos para o produtor.

Liberdade de escolha e soberania de insumos

O debate econômico em torno dos bioinsumos envolve a garantia de um ambiente diversificado de pesquisa, desenvolvimento e comercialização. A CNA defende que a proteção aos investimentos em inovação não deve resultar na concentração de mercado ou na restrição de alternativas para o setor produtivo. A produção própria para uso próprio, dentro de critérios de segurança, também é defendida como uma alternativa complementar que coexiste com a pesquisa e o mercado.

Para alcançar a soberania de insumos, o Brasil precisa ampliar sua capacidade de escolha, evitando substituir uma dependência externa por uma dependência interna restrita a poucos fornecedores nacionais. O objetivo final, segundo a entidade, é garantir que o produtor brasileiro tenha liberdade para utilizar, com segurança, todas as alternativas disponíveis — sejam fertilizantes convencionais, bioinsumos, produção própria ou tecnologias industriais.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/branded-content/nacional/bioinsumos-ganham-protagonismo-na-estrategia-brasileira-de-producao/

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