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Economia

Bolsa Família: reajuste no benefício gera críticas de economistas sobre eficiência e foco na infância

Economistas criticam o reajuste do Bolsa Família por manter distorções sobre crianças e pressionar o orçamento público.

Redação•18 de set. de 2026, 06:07
Bolsa Família: reajuste no benefício gera críticas de economistas sobre eficiência e foco na infância
Imagem: site

Bolsa Família: reajuste no benefício gera críticas de economistas sobre eficiência e foco na infância

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Especialistas apontam que o recente reajuste no programa Bolsa Família reduz a eficiência governamental no combate à pobreza, ao direcionar R$ 22 bilhões para elevar o valor base do benefício. De acordo com análises, caso o objetivo fosse proteger as famílias vulneráveis frente à inflação, a prioridade deveria recair sobre os pagamentos variáveis voltados a lares com menores e jovens.

Segundo Sergio Firpo, professor de economia do Insper, a pobreza no país concentra-se fortemente na infância, defendendo que o valor base complementar deveria ser mantido em R$ 600. Na mesma linha, Daniel Duque, pesquisador associado do FGV/Ibre, aponta que o ganho absoluto per capita continua maior para beneficiários de famílias menores, menos vulneráveis, comparado a núcleos familiares maiores que incluem crianças. Duque também criticou o impacto da medida sobre a pobreza extrema e questionou o timing da decisão, divulgada a menos de 20 dias do primeiro turno das eleições e após o envio da PLOA de 2027 com o valor congelado.

Publicado no Diário Oficial da União, o reajuste baseia-se na variação acumulada do IPNC. Enquanto a oposição manifesta questionamentos, a Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou em nota que o decreto assinado pelo presidente Lula não cria novos benefícios nem altera critérios de acesso, tendo como único objetivo impedir que a inflação reduza a proteção social.

O anúncio, contudo, também repercutiu negativamente na percepção de responsabilidade fiscal. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, explicou que o governo ajustará a PLOA enviada ao Congresso. Para Gabriel Barros, economista-chefe da ARX Investimentos, a alteração amplia as obrigações e fragiliza a equação fiscal, exigindo esforço político e dificultando o reequilíbrio a partir de 2027.

Analistas de contas públicas também demonstram ceticismo quanto ao superávit de R$ 18 bilhões projetado para o próximo ano. Murilo Viana aponta volatilidade no cenário de arrecadação devido à incerteza em torno da CBS e aponta que os novos recursos adicionais do programa elevam a inflexibilidade das despesas públicas, espremendo ainda mais os gastos discricionários.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/macroeconomia/bolsa-familia-reajuste-mantem-distorcao-sobre-criancas-dizem-economistas/

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