A coordenadora do núcleo econômico da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, declarou nesta segunda-feira (19) que o programa Bolsa Família contará com uma carência de dois anos em caso de vitória do candidato na disputa presidencial. Após esse período, os beneficiários seriam desligados da iniciativa.
O senador Flávio Bolsonaro disputa a Presidência da República contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. Ambos participaram do primeiro debate no domingo (18), com o segundo turno agendado para o dia 25 de outubro.
Em entrevista concedida à CBN Bahia, Daniella Marques detalhou o funcionamento da proposta: "Vai ter regra de transição de dois anos [no Bolsa Família] para que possa abrir seu negócio, ou aceitar emprego de carteira assinada. E um retorno automático caso dê errado. As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada. Todo mundo merece sonhar com algo com mais oportunidade, dignidade".
Segundo a coordenadora, um eventual governo do PL criará o Ministério da Prosperidade, órgão que auxiliaria a população a deixar o Bolsa Família por meio de concessão de crédito para abertura de novos negócios e oferta de capacitação.
"O coração do plano é focar na prosperidade. Colocar o brasileiro para crescer junto com o brasil. Estão preservadas as proteções sociais, mas a gente quer todo brasileiro um plano para que o cresçam mais, com crédito, capacitação e parcerias com empresas privadas para cursos livres", completou a coordenadora.
Panorama do Bolsa Família
Principal vitrine social do presidente Lula, o programa foi relançado em março de 2023, durante o primeiro ano do atual mandato. Em setembro, no contexto da corrida eleitoral, o governo federal anunciou um reajuste de aproximadamente 15,04% nos benefícios, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691. Até o anúncio, realizado a 17 dias das eleições, o benefício estava sem reajustes desde o relançamento em março de 2023.
Para ter direito ao programa, a regra exige renda mensal de até R$ 218 por pessoa, além do Cadastro Único atualizado para todos os membros da família e o cumprimento de condicionalidades nas áreas de saúde e educação.
Em agosto, o repasse contemplou cerca de 19,3 milhões de famílias em território nacional. Além do valor base de R$ 691, o programa contempla benefícios adicionais cumulativos:
- R$ 173 por criança entre zero e 7 anos de idade incompletos;
- R$ 58 por gestante;
- R$ 58 por pessoa entre 7 e 18 anos incompletos;
- R$ 58 por bebê de até 6 meses.
