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Bolsa Família terá transição de dois anos, diz equipe de Flávio Bolsonaro

Coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro afirma que Bolsa Família terá regra de transição de dois anos em caso de vitória eleitoral.

Redação•19 de out. de 2026, 11:32
Bolsa Família terá transição de dois anos, diz equipe de Flávio Bolsonaro
Imagem: site

Bolsa Família terá transição de dois anos, diz equipe de Flávio Bolsonaro

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A coordenadora do núcleo econômico da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, declarou nesta segunda-feira (19) que o programa Bolsa Família contará com uma carência de dois anos em caso de vitória do candidato na disputa presidencial. Após esse período, os beneficiários seriam desligados da iniciativa.

O senador Flávio Bolsonaro disputa a Presidência da República contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. Ambos participaram do primeiro debate no domingo (18), com o segundo turno agendado para o dia 25 de outubro.

Em entrevista concedida à CBN Bahia, Daniella Marques detalhou o funcionamento da proposta: "Vai ter regra de transição de dois anos [no Bolsa Família] para que possa abrir seu negócio, ou aceitar emprego de carteira assinada. E um retorno automático caso dê errado. As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada. Todo mundo merece sonhar com algo com mais oportunidade, dignidade".

Segundo a coordenadora, um eventual governo do PL criará o Ministério da Prosperidade, órgão que auxiliaria a população a deixar o Bolsa Família por meio de concessão de crédito para abertura de novos negócios e oferta de capacitação.

"O coração do plano é focar na prosperidade. Colocar o brasileiro para crescer junto com o brasil. Estão preservadas as proteções sociais, mas a gente quer todo brasileiro um plano para que o cresçam mais, com crédito, capacitação e parcerias com empresas privadas para cursos livres", completou a coordenadora.

Panorama do Bolsa Família

Principal vitrine social do presidente Lula, o programa foi relançado em março de 2023, durante o primeiro ano do atual mandato. Em setembro, no contexto da corrida eleitoral, o governo federal anunciou um reajuste de aproximadamente 15,04% nos benefícios, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691. Até o anúncio, realizado a 17 dias das eleições, o benefício estava sem reajustes desde o relançamento em março de 2023.

Para ter direito ao programa, a regra exige renda mensal de até R$ 218 por pessoa, além do Cadastro Único atualizado para todos os membros da família e o cumprimento de condicionalidades nas áreas de saúde e educação.

Em agosto, o repasse contemplou cerca de 19,3 milhões de famílias em território nacional. Além do valor base de R$ 691, o programa contempla benefícios adicionais cumulativos:

  • R$ 173 por criança entre zero e 7 anos de idade incompletos;
  • R$ 58 por gestante;
  • R$ 58 por pessoa entre 7 e 18 anos incompletos;
  • R$ 58 por bebê de até 6 meses.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/19/bolsa-familia-vai-ter-regra-de-transicao-de-dois-anos-diz-coordenadora-de-campanha-de-flavio-bolsonaro.ghtml

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