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Economia

Bolsas da Europa fecham em baixa pressionadas por déficit e petróleo

Principais bolsas da Europa recuam nesta quarta-feira (7) pressionadas por incertezas políticas, déficit fiscal e alta do petróleo.

Redação•07 de out. de 2026, 15:34
Bolsas da Europa fecham em baixa pressionadas por déficit e petróleo
Imagem: site

Bolsas da Europa fecham em baixa pressionadas por déficit e petróleo

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As principais bolsas da Europa fecharam em queda nesta quarta-feira (7), refletindo um movimento de correção em relação aos ganhos recentes e a forte pressão exercida por incertezas políticas e preocupações fiscais, com destaque para a situação na França. Os mercados também acompanharam o retorno da alta nos preços do petróleo, impulsionada pelo agravamento da crise geopolítica no Oriente Médio após ataques reivindicados pelos Houthis do Iêmen contra a Arábia Saudita.

Em Londres, o índice FTSE 100 recuou 0,79%, encerrando aos 10.458,50 pontos. Em Frankfurt, o DAX registrou baixa de 1,41%, fechando aos 25.091,34 pontos. Na praça de Paris, o CAC 40 perdeu 1,22%, aos 7.769,21 pontos. O índice FTSE MIB, de Milão, teve a maior queda do dia, recuando 2,51% e aos 49.972,25 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 1,80%, a 19.093,80 pontos, enquanto em Lisboa o PSI 20 cedeu 0,92%, aos 9.333,76 pontos. As cotações divulgadas são preliminares.

As taxas dos títulos soberanos da França continuaram no centro das atenções do mercado durante as negociações do orçamento. O governo do presidente Emmanuel Macron mantém a meta de limitar o déficit fiscal a 5% do Produto Interno Bruto (PIB). Em relatório, o ING avaliou que o plano fiscal proposto pela candidata à presidência Marine Le Pen pode oferecer um suporte temporário aos títulos franceses (OATs), mas ressaltou que a incerteza eleitoral e a falta de credibilidade ainda indicam riscos de ampliação dos spreads.

A escalada nos preços do petróleo, impulsionada pelas novas investidas dos Houthis na Arábia Saudita, também pesou sobre o desempenho dos mercados europeus. Apesar da valorização da energia, dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) trouxeram avaliações sobre o cenário inflacionário. Álvaro Santos Pereira, representante de Portugal no BCE, declarou que os patamares atuais da inflação e da inflação subjacente encontram-se bem abaixo dos registrados na crise energética de 2022, não havendo, por ora, sinais de efeitos de segunda ordem. Por sua vez, Primoz Dolenc, dirigente esloveno da autoridade monetária, afirmou que a atual orientação de política monetária da zona do euro dará capacidade de reação às autoridades frente a eventuais choques.

Na agenda de indicadores, a produção industrial da Alemanha apresentou alta de 2% em agosto na comparação com julho. Para o ING, o resultado demonstra que os impactos econômicos causados pela onda de calor e pela seca no período foram menos graves do que se previa inicialmente.

No setor corporativo, o segmento bancário registrou forte baixa, com o subíndice caindo 3,3%. As perdas foram lideradas por instituições financeiras da França, a exemplo do Société Générale, que tombou 5,1%, e do BNP Paribas, que recuou 4,1%. Em Amsterdã, as ações do ABN AMRO caíram 3,8% após o governo da Holanda anunciar a intenção de reduzir sua participação acionária no banco para 10,5%. No setor automotivo, a Porsche teve baixa de 0,5% após divulgar planos de tornar seus veículos mais exclusivos, ao mesmo tempo em que prossegue com cortes de custos e simplificação operacional voltados para a rentabilidade.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/mercado/bolsas-da-europa-caem-com-preocupacoes-de-deficit-e-avanco-do-petroleo/

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