As principais bolsas de valores da Europa encerraram a sessão desta segunda-feira (28) majoritariamente em terreno negativo, operando próximas à estabilidade. O pregão foi marcado pela forte alta das construtoras britânicas, pelo avanço nos papéis do setor de energia impulsionado pela valorização do petróleo e pela recuperação de ações associadas à Inteligência Artificial (IA), enquanto o segmento de mineradoras registrou perdas com a desvalorização dos metais.
Na praça de Londres, o índice FTSE 100 recuou 0,10%, fechando aos 10.684,88 pontos. Em Frankfurt, o DAX teve queda de 0,01%, a 25.407,11 pontos. O CAC 40, em Paris, subiu 0,01%, encerrando a 8.078,48 pontos. Em Milão, o índice FTSE MIB registrou baixa de 0,21%, indo a 51.759,90 pontos, e em Madri o Ibex 35 caiu 0,32%, a 19.636,30 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 avançou 0,08%, marcando 9.712,35 pontos. Cabe ressaltar que as cotações são preliminares.
Impacto do petróleo e posicionamento de Bancos Centrais
Os preços do petróleo registraram alta impulsionados pelo enfraquecimento das expectativas de uma trégua entre os Estados Unidos e o Irã. Diante desse cenário, a Tickmill emitiu um alerta de que custos de energia permanentemente elevados podem limitar o espaço para cortes nas taxas de juros por parte dos bancos centrais. O subíndice do setor energético do Stoxx 600 obteve alta de 1,1%.
No front monetário, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, manifestou defesa por uma reação moderada da autoridade monetária frente ao choque energético. Em paralelo, Dave Ramsden, representante do Banco da Inglaterra (BoE), pontuou que o agravamento das pressões inflacionárias poderá abrir espaço para uma elevação nas taxas de juros.
Destaques corporativos e do mercado acionário
Em Londres, as ações de construtoras residenciais dispararam na esteira do anúncio governamental do programa "Your First Home", iniciativa direcionada a compradores do primeiro imóvel. Os papéis da MJ Gleeson saltaram 18,9%, seguidos por Persimmon (15,1%), Taylor Wimpey (11,2%) e Bellway (10,3%).
Em sentido oposto, as mineradoras sofreram pressões baixistas devido à queda dos metais. Entre os recuos mais acentuados figuraram Fresnillo, com baixa de 5,2%, Endeavour Mining, que caiu 4,3%, e Antofagasta, com desvalorização de 2,1%.
Os ativos vinculados à Inteligência Artificial experimentaram uma recuperação após a decisão da Nvidia de ampliar seu programa de recompra em US$ 150 bilhões. A ASML registrou alta de 0,8% após virar o pregão, enquanto a STMicroelectronics avançou cerca de 1,6%.
Outros destaques corporativos incluíram a queda de 4,9% da Entain, reflexo de um alerta sobre os impactos decorrentes da proibição temporária de apostas on-line no Brasil. A Telecom Italia recuou 2,2% sob pressão do avanço da Poste Italiane, que subiu 0,04% em meio a sua oferta para assumir o controle da companhia de telecomunicações.
