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Economia

Boom das exportações de frango da China pressiona concorrentes globais

Crescimento das exportações de carne de aves e laticínios da China com preços competitivos desafia produtores do Brasil, Tailândia e Europa.

Redação•15 de out. de 2026, 07:30
Boom das exportações de frango da China pressiona concorrentes globais
Imagem: site

Boom das exportações de frango da China pressiona concorrentes globais

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O crescimento acelerado das exportações de carnes de aves e laticínios da China tem gerado um efeito disruptivo no mercado global de alimentos. Impulsionados por subsídios governamentais, investimentos em tecnologia e mudanças nos hábitos de consumo internos, os produtores chineses passaram a exportar o excedente de sua produção, oferecendo preços substancialmente mais baixos do que concorrentes tradicionais do Brasil, da Tailândia e da Europa.

Segundo dados alfandegários, a China exportou US$ 2,6 bilhões em produtos de frango no ano passado, quase o dobro dos níveis registrados em 2020. No setor de laticínios, as exportações projetam atingir US$ 600 milhões, dobrando em um intervalo de três anos. A Wintop Food, empresa com sede na província de Shandong, exemplifica essa expansão. A companhia processa 60 milhões de frangos anualmente e vende cortes e produtos processados para mais de 20 países, impulsionada por custos que chegam a ser US$ 1.000 mais baratos por tonelada em comparação aos concorrentes brasileiros e tailandeses.

Enquanto o consumo per capita de carne suína na China sofreu retração com a mudança de hábitos da população urbana, a demanda por frango cresceu mais de 50% na década até 2024. A expansão da capacidade produtiva contou com o incentivo de subsídios estatais voltados para a segurança alimentar após surtos como a peste suína africana. Como resultado, o país gerou uma supercapacidade que agora escoa para o mercado internacional, aumentando a participação chinesa em mercados como o Reino Unido, a União Europeia, o Japão e nações africanas.

A ofensiva comercial chinesa já provoca reações de reguladores e produtores estrangeiros. Em julho, a Comissão Europeia iniciou uma investigação antidumping sobre importações de pato laqueado e impôs tarifas sobre a proteína de ervilha chinesa. Associações setoriais na Europa e na Ásia relatam preocupação com a pressão exercida pelos preços baixos praticados pelos exportadores da China, que utilizam o menor custo como referência nas negociações globais.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/o-boom-das-exportacoes-chinesas-de-carnes-de-aves-veio-com-tudo/

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